sexta-feira, 17 de setembro de 2021

2021: bicentenário de Anita Garibaldi

Divulgação

Numa época em que figuras femininas não costumavam ter destaque na sociedade e na história, Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva mudou o curso de sua vida ao conhecer o italiano Giuseppe Garibaldi. Com apenas 18 anos se uniu aos farroupilhas sulistas que desejavam separar-se do Brasil e fundar uma República.

Assim se iniciou a trajetória da heroína Anita Garibaldi, nascida em Laguna (SC), que este ano recebe homenagens por seu bicentenário de nascimento. Junto de seu companheiro Garibaldi, pegou em armas, combateu tropas, conduziu soldados em marchas, além de organizar um hospital para cuidar dos feridos em batalhas. Hoje, nomeia avenidas, ruas e escolas em todo o país, já foi tema de escola de samba no carnaval do Rio de Janeiro e sua história também já foi contada em filmes, livros e documentários. Nos dias atuais, Anita pode ser considerada um símbolo do empoderamento feminino.

"O fato de ser uma figura feminina lutando como soldado, ativa e bravamente, contribuiu para conferir à Anita a importância que a figura tem em nossa história. Se considerarmos a época em que viveu e as atitudes que tomou, Anita rompeu padrões em uma sociedade em que mulheres estavam relegadas a tarefas domésticas e familiares", analisa o coordenador editorial do Sistema Positivo de Ensino, Norton Nicolazzi Junior.

Depois de lutar ao lado do novo companheiro no Brasil e também no Uruguai, Anita e Garibaldi seguiram para o país natal de Garibaldi, a Itália, onde novamente se envolveram na luta armada, desta vez pela unificação da península italiana. Já com 4 filhos de Garibaldi, Anita mais uma vez não aceitou ficar em casa e seguiu com o companheiro para lutar contra austríacos e franceses. Mesmo doente, Anita se recusou a abandonar as tropas. A guerreira morreu aos 28 anos, grávida do quinto filho. Seu mausoléu está em Roma, capital italiana, onde é tratada como uma das heroínas que se sacrificaram para que a Itália se tornasse um país unificado.

"Certamente, a participação como um soldado bravo e guerreiro, sendo mulher, a destaca na história da Revolução Farroupilha, aqui no Brasil e, em seguida, na luta pela unificação da Itália. O fato de estar casada com Giuseppe Garibaldi, figura importante nesses contextos, também conferiu a ela, na época, prestígio e proeminência em meio às tropas", afirma Nicolazzi.

Decretos estaduais no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina estabelecem comemorações pelos 200 anos de nascimento da heroína. Um concurso literário organizado pela Biblioteca Pública de Santa Catarina pretende promover a memória de Anita. Outros eventos, como exposições e mostras de filmes sobre a personagem também prestigiam sua história, bastante conhecida no Sul do Brasil.

Para aqueles que querem conhecer um pouco mais da vida e trajetória de Anita, Nicolazzi lista uma seleção de filmes, séries e livros que contam a história da heroína.

Filme: Anita (2016)
Direção: Olindo Estevam
O filme narra a história de Anita Garibaldi, que após casar-se, aos 14 anos, com Manuel Duarte de Aguiar, conhece o revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi, por quem se apaixona. Decidida, ela se separa e casa com o italiano. Ao seu lado, vai se tornar uma heroína ao lutar contra o regime imperial.

Filme: Anita e Garibaldi (2013)
Direção: Alberto Rondali
A narrativa traz Giuseppe Garibaldi com 32 anos, comandante dos rebeldes republicanos que invadem Laguna, Santa Catarina, durante a Guerra dos Farrapos (1835 - 1845). Ele encontra sua alma gêmea em Anita, 18 anos, esposa do sapateiro local. Entre a paixão e as batalhas, eles definem o rumo de suas vidas e influenciam o curso da revolução.

Série: A casa das sete mulheres (2003)
Direção: Jayme Monjardim
Minissérie brasileira produzida e exibida pela TV Globo em 51 capítulos. As mulheres da família de Bento Gonçalves vivem as dificuldades e os dramas da guerra durante o conflito dos Farrapos. Anita Garibaldi é uma dessas mulheres.

Livro: Anita Garibaldi, heroína de dois mundos (2012)
Autores: Marco Tomatis e Loredana Frescura
Editora Fundamento
Biografia da personagem que dá destaque ao relacionamento de Anita com Giuseppe. A menina que desafiava os costumes encontrou seu norte em Giuseppe Garibaldi - uma paixão arrebatadora que uniu dois mundos. Almas gêmeas no amor e na ideologia, Anita e o "pirata italiano" buscaram a liberdade do povo e encontraram lugar na História do Brasil e da Itália.

Livro: Anita Garibaldi, uma heroína brasileira (1999)
Autor: Paulo Markun
Editora Sebac
A obra mostra que na vida da brasileira Anita Garibaldi, parece não haver limite entre ficção e realidade. Personalidade indissociável de seu marido - o aventureiro italiano Giuseppe Garibaldi, Anita foi uma figura cativante de mulher e guerreira, traços recuperados por esta biografia fartamente ilustrada, em que a objetividade da comunicação do jornalista se alia ao rigor da pesquisa histórica.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

'Vícios Construtivos' será tema de debate on-line


Defeitos ou anomalias de fabricação ou projeto que afetam a usabilidade e a segurança do imóvel são chamados de vícios construtivos. Quando os problemas aparecem, moradores, proprietários, construtoras, imobiliárias, arquitetos e síndicos entram em disputa para descobrir de quem é a responsabilidade pelo dano e o tema tem sido recorrente na área de Direito Imobiliário. Muitas dúvidas pairam no ar sobre o assunto e para sanar as questões de ‘quem paga essa conta?’, no dia 16 de setembro, às 19h, um debate on-line reúne especialistas em torno do tema.

Organizado pelo CentralCast, com o apoio do Crea-PR (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná), IEP (Instituto de Engenharia do Paraná) e Comissão de Direito Imobiliário e da Construção Civil da OAB-PR (Ordem dos Advogados do Brasil), o evento conta com a participação de Amanda Lobão, advogada, mestre em Processo Civil especialista em Direito Imobiliário; Ana Paula Brandão Capraro, doutora em Engenharia da Construção e professora nos eixos de Materiais e Construção Civil do curso de Engenharia Civil da Universidade Positivo; e Erick Pires Navarro, arquiteto, técnico de Edificações, atuando há 20 anos no ramo de Construção Civil e coordenador de Qualidade e Assistência Técnica da Prestes Construtora.

O debate é aberto a todos os interessados. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site evento.centralpress.com.br. Mais informações pelo telefone (41) 3026-2610.

Serviço:
Debate: Vícios Construtivos
Onde: evento.centralpress.com.br
Data: quinta-feira, 16 de setembro, às 19h
Inscrições gratuitas pelo link: evento.centralpress.com.br

Gestora de RH do Condor é escolhida como Profissional do Ano



Em proposição feita pelo presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma, a gestora de RH do Condor, Charmoniks Heuer, foi agraciada com o Prêmio Profissional do Ano, neste dia 13 de setembro. Ela está à frente do Capital Humano da rede supermercadista desde 2017, é formada em Magistério e Pedagogia com especialização em Gestão de Pessoas, Coaching, Relações Trabalhistas e Mestranda em Recursos Humanos e Gestão do Conhecimento.



Segundo Kuzma, a profissional foi escolhida pelo seu desempenho e atuação em um setor que permaneceu na linha de frente nesta pandemia. “A Charmoniks representa todos os profissionais de serviços essenciais ao funcionamento da cidade que não pararam um segundo sequer e eu a parabenizo pelo excelente trabalho na gestão de pessoas”.


A gestora agradeceu a homenagem e dedicou o prêmio aos 13 mil colaboradores do Condor. “Nossa empresa é movida pelo capital humano e me sinto honrada em receber um prêmio tão importante como este em um momento que colocou os profissionais de recursos humanos à prova”, disse Charmoniks.



O Condor conta com 55 lojas em 21 cidades do Paraná e Santa Catarina. Charmoniks gerencia todos os subsistemas de recursos humanos da rede (recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, remuneração, benefícios e limpeza).

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

A Campanha #doeumaflor chega em sua 7ª. edição



A Campanha #doeumaflor é uma ação, uma corrente do bem e do belo. “Vivemos tempos difíceis, pesados, incertos. Precisamos preencher nossos corações com esperança e boas energias. Portanto, falar de flores é, sim, essencial”, destaca Katia Velo, idealizadora da campanha. Neste ano o tema da campanha é: Vamos Polinizar Gratidão Em Forma De Flor.

COMO PARTICIPAR DA CAMPANHA #DOEUMAFLOR
O objetivo da Campanha #doeumaflor é incentivar as pessoas a compartilharem as cores e as belezas das flores, sejam elas reais ou virtuais. Para participar, tire uma foto e poste nas suas redes sociais marcando @campanhadoeumaflor e #doeumaflor.

RETROSPECTIVA DOS TEMAS DAS EDIÇÕES ANTERIORES:
I Edição (2015) – “Vamos Florescer”
II Edição (2016) – “Vamos espalhar o pólen seja como for desde que com amor”
III Edição (2017) – “Me perguntam por que compro arroz e flores. Arroz para viver e flores para ter algo pelo que viver.” frase de Confúcio
IV Edição (2018) – “Sejamos Flores”
V Edição (2019) – “Vamos polinizar e não polemizar” Criação do jornalista por Marcos Rosa
VI Edição (2020) – “Vamos polinizar amor em forma de flor” e o lançamento internacional da campanha #doeumaflor nos idiomas: alemão, espanhol, francês, italiano e polonês.
VII Edição (2021) – “Vamos polinizar gratidão em forma de flor”

Quatro maneiras de transformar lixo em dinheiro e praticar solidariedade

divulgação/Colégio Positivo


Um país que utiliza recursos naturais de forma desordenada e, na outra ponta, joga no lixo a oportunidade de reciclar os resíduos que produz: todos os anos, o Brasil gera 80 milhões de toneladas de lixo. E, embora 90% desse total sejam passíveis de reciclagem, apenas 4% são reutilizados. Além de uma conta ambiental incalculável, todo esse lixo poderia estar se transformando em ativos de uma economia circular e solidária, se fosse corretamente aproveitado.

De outro lado, o Ranking Global de Solidariedade 2020, resultado de uma pesquisa feita pela Charities Aid Foundation (CAF), mostra que o Brasil ocupa o 54º lugar de uma lista de 114 países. Pode parecer pouco, mas o país subiu 14 posições no último ano, seguindo uma tendência mundial de ajudar mais ao próximo. E para praticar a solidariedade, nem sempre é preciso ter dinheiro. Há uma série de formas de contribuir para causas e instituições sem precisar colocar a mão no bolso. Isso porque alguns materiais que geralmente são jogados no lixo podem ser reciclados e transformados em doações para ajudar instituições sociais e pessoas em vulnerabilidades.
Tampinhas que viram dinheiro

Alguns materiais descartáveis podem ser transformados em dinheiro nas mãos das pessoas certas. Tampinhas de embalagens plásticas não têm valor algum para quem as joga no lixo, mas, em grandes quantidades, esses itens são comercializados e se tornam uma importante fonte de renda para diversas ONGs. Em uma ação recente, o Colégio Positivo arrecadou, com a ajuda dos alunos, cerca de 500kg desse material. As doações foram repassadas a instituições sociais de sete municípios dos estados do Paraná e Santa Catarina. Agora, elas serão vendidas a empresas de reciclagem que dão destinação correta e sustentável às tampinhas.

Ações como essa são muito significativas para organizações sociais. A partir de campanhas de arrecadação junto à comunidade, é possível contribuir com as mais diversas frentes, inclusive com a Educação. Segundo o Censo Escolar da Educação Básica, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), há muitas deficiências simples de infraestrutura na rede escolar brasileira. Mais de 4 mil escolas públicas no Brasil não possuem banheiros, por exemplo. Esse é um problema grave que pode ser solucionado ou, ao menos, reduzido se essas unidades de ensino tiverem acesso a uma fonte de renda como a reciclagem.
Leite que vira calor

Caixas de leite são muito mais que apenas papelão. Para manter o alimento protegido e próprio para consumo, elas têm várias camadas de plástico, alumínio e papelão em sua composição. Isso faz delas um ótimo isolante térmico, ideal para solucionar um problema comum nas grandes cidades: o vento que entra pelas frestas de casas de madeira em muitas comunidades. O projeto Brasil Sem Frestas, que nasceu em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, utiliza essas caixinhas para vedar as casas de famílias que, sem esse recurso, passariam frio. Depois de abertas, as caixinhas são costuradas umas às outras e viram placas que, instaladas do lado de dentro das paredes, impedem o vento e a chuva de entrar.
Lixo orgânico que vira adubo (e dinheiro)

Até mesmo o lixo orgânico pode ter um papel interessante na hora de arrecadar fundos para uma causa social. Com uma simples composteira, é possível transformar restos de alimentos, folhas e flores secas, papelão e até guardanapos usados em adubo líquido e húmus. Esses produtos são muito importantes para adubar o solo. Assim, no caso de uma escola ou ONG, eles podem ser aproveitados em uma horta que produza alimentos frescos. Se as quantidades de adubo resultantes do processo forem muito grandes, as sobras podem ser vendidas para a comunidade ou trocadas por materiais necessários para o funcionamento da instituição.
Lacres que viram cadeiras de rodas

Não é de hoje que os lacres de latinhas de cerveja e refrigerante chamam a atenção. Além de serem utilizados para artesanato, esses pequenos pedaços de metal são preciosos para quem precisa de cadeiras de rodas para se locomover. O Lacre do Bem, de Minas Gerais, é uma das instituições que recebem esse tipo de material. No Paraná, o Rotary Internacional também recolhe doações de lacres com o mesmo objetivo. Vendido para empresas de reciclagem, ele se transforma em fundos que são destinados à compra de cadeiras de rodas. Essas, por sua vez, são doadas para pessoas com deficiência física ou instituições de filantropia. Quem quiser contribuir com o projeto do Rotary no Paraná, pode entrar em contato com Luiza Tigrinho pelo telefone (41) 98804-6094.

De acordo com a assessora de Tecnologia e Inovação do Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) do Colégio Positivo, Micheline Castelli de Souza, práticas envolvendo esse tipo de iniciativa precisam ser incluídas no cotidiano dos estudantes. “Trabalhar essa forma de pensar com os alunos da educação básica é garantir um futuro verde, fortalecer a competitividade, proteger o meio ambiente e dar novos direitos aos consumidores”, ressalta.

Para Damila Bonato, gerente de produto do Sistema de Ensino Aprende Brasil, presente em mais de 1.600 escolas municipais de todo o Brasil, utilizar o lixo em projetos sociais dentro das escolas é duplamente educativo. “Enquanto aprendem a cuidar do meio ambiente com a reciclagem, as crianças absorvem a importância da solidariedade - e como pequenos atos feitos coletivamente podem fazer a diferença na vida de muitas pessoas”, conclui.