quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Crise mundial de logística eleva custo de vida no Brasil

Créditos: Envato

Desencadeada pelo início da pandemia, a crise na logística que o mundo todo enfrenta, especialmente por conta da falta de contêineres, é um dos grandes motivos para o aumento do custo de vida no Brasil. Com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro, a inflação acumulada dos últimos doze meses chegou a 10,25%. Somente em 2021, a alta do IPCA é de 6,90%, bem acima do teto de 5,25%, que era a meta estipulada pelo governo para a inflação deste ano.

O aumento do preço dos fretes é um dos fatores que encarece o valor das mercadorias, tanto na exportação quanto na importação. “Essa crise escancarou ainda mais os problemas de infraestrutura que o país possui, e ainda há muitas incertezas no caminho para a melhora do cenário atual”, esclarece o coordenador do curso de Comércio Exterior e professor de Relações Internacionais da Universidade Positivo (UP), João Alfredo Lopes Nyegray.

Segundo ele, essa crise logística é reflexo da forma como cada país lidou com o início da pandemia. Enquanto alguns faziam a contenção da primeira onda da doença, outros ainda enfrentavam o auge. Por conta disso, muitos contêineres ficaram parados e, consequentemente, veio o aumento dos preços dos fretes. “O Porto de Ningbo, na China, por exemplo, terceiro maior porto do mundo em movimentação de contêineres, ficou parado por duas semanas por conta de um caso de covid-19. Além disso, não podemos esquecer do incidente portuário no Canal de Suez. Com todos esses problemas, as cadeias mundiais de suprimento e abastecimento foram sofrendo uma grande pressão por não conseguir acompanhar a demanda”, explica.

Outro prejuízo que o Brasil enfrenta com essa alta dos fretes é o encarecimento das exportações. Um frete China-Paranaguá, que estava na casa dos mil dólares, agora está custando 11 vezes mais. O frete China-Manaus atingiu os 24 mil dólares. “Em um momento em que o real está desvalorizado e o país poderia estar aproveitando para exportar mais, acaba sendo prejudicado pelo alto valor do frete”, aponta Nyegray.

A previsão para melhora de apenas alguns desses problemas é no primeiro semestre de 2022, mas ainda há muitas incertezas pelo caminho, como as variantes do coronavírus, por exemplo. Nyegray explica que, enquanto as exportações e importações encareceram por conta do frete, o custo de vida continua elevado por conta da falta de opções de meios de transportes dentro do próprio país. “Se o Brasil contasse com linhas férreas confiáveis para o transporte de produtos, a situação poderia estar melhor. Porém, o frete no país é caro porque depende do modal rodoviário, cujos preços subiram por conta do aumento dos combustíveis”, justifica.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Evento on-line com Isaquias Queiroz fala sobre vestibular com olhar humanizado




Evento on-line gratuito traz especialistas de diversas áreas para debater busca por bons resultados sem deixar de lado questões socioemocionais dos estudantes

Na terça-feira (19), o campeão olímpico Isaquias Queiroz participa do evento “Resultados mais Humanos”, que vai falar sobre como estudantes de todas as idades podem se preparar para os grandes objetivos com um olhar para além da dedicação, do foco e do esforço do dia a dia: um olhar para a formação do ser humano. On-line e gratuito, o encontro é uma iniciativa do Sistema Positivo de Ensino e está aberto a interessados de todas as regiões do país.

Junto do professor de História e coordenador editorial do Sistema Positivo de Ensino, Norton Nicolazzi Junior, e da diretora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino, Milena Fiuza, Isaquias participa da mesa “Da preparação ao alcance de grandes resultados”. O objetivo é falar sobre os desafios que são comuns aos atletas de alto rendimento e às grandes batalhas da vida, como o vestibular e o Enem.

Além desse debate, o evento vai percorrer uma série de aspectos relacionados aos resultados com olhar humanizado. Uma roda de conversa com gestores de escolas que alcançaram resultados mais humanos vai trazer a visão de quem dá o suporte necessário para que os estudantes atinjam todo seu potencial. O diretor de conteúdo pedagógico e editorial do Sistema Positivo de Ensino, Fabrício Cortezi, fala sobre Projeto de Vida e Pré-Vestibular.

Por sua vez, o diretor executivo de tecnologia do Sistema Positivo de Ensino, Marcelo Santos, traz as novidades tecnológicas disponíveis para as escolas conveniadas. Completam a programação o escritor e psicólogo clínico Rossandro Klinjey, falando sobre a arte de ensinar gerenciando atividades, e a diretora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino, Acedriana Vogel, que fala sobre como as questões socioemocionais estão presentes nas soluções educacionais da marca.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio do site do evento.

Serviço
Evento on-line Resultados mais Humanos
Quando: terça-feira, 19 de outubro de 2021
Horário: a partir das 18h
Informações e inscrições: https://sistemapositivo.link/evento-resultadosmaishumanos

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Outubro Rosa: doença poderia ser evitada com adoção de hábitos simples

 

Entre 80% e 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas, isto é, às mudanças provocadas no meio ambiente pelo ser humano, aos hábitos e aos estilos de vida, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Todas podem aumentar o risco de várias doenças, entre elas, o câncer de mama – amplamente debatida durante o Outubro Rosa.

Esse é o tipo de tumor mais diagnosticado e a principal causa de morte entre mulheres em todo o mundo, com quase 700 mil óbitos estimados somente para este ano, conforme dados do INCA. Os altos índices também reforçam um novo marco. Relatório recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o câncer de mama se tornou o mais comum do mundo, superando o de pulmão, que foi, por anos, o primeiro do ranking.

No entanto, mesmo com 2,3 milhões de casos novos estimados somente em 2020, o que representa 24,5% dos casos novos em mulheres, esse tipo de câncer, assim como outros, pode ser evitado com mudanças simples de hábitos. Praticar exercícios físicos regularmente, ter uma alimentação saudável, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, amamentar e evitar o uso de hormônios sintéticos, por exemplo, poderiam reduzir em até 30% o número de novos casos.

Cuidados com a alimentação ajudam a evitar a doença

De acordo com Melissa Carpi, gerente pesquisa e desenvolvimento da Jasmine Alimentos, uma das principais recomendações para evitar o problema é o consumo diário de alimentos como grãos e cereais integrais (arroz, aveia, etc.), linhaça, chia, red berries, sementes, mixes de castanhas, legumes, verduras, frutas e leguminosas, além da limitação de alimentos processados ricos em gordura, amidos ou açúcares e da redução do consumo de proteína animal no geral. “Essas orientações visam controlar o ganho de peso excessivo e a obesidade, fatores de risco para qualquer tipo de câncer, inclusive, o de mama”, diz ela.

Outro ponto importante ligado à boa alimentação está no tratamento de quem foi diagnosticado com a doença. Mulheres que tratam o câncer de mama, por exemplo, seja com cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia ou terapia biológica (terapia-alvo), também devem ter uma alimentação controlada e balanceada, rica em vitaminas, minerais, fibras, proteínas e carboidratos de qualidade, junto a uma boa hidratação. “O tratamento de câncer com quimioterapia e radioterapia pode afetar o estado nutricional de forma progressiva e comprometer a qualidade de vida do paciente. Além disso, algumas mudanças podem ser observadas no paladar, no olfato, no apetite e na capacidade do paciente em se alimentar ou absorver os nutrientes dos alimentos, levando a uma possível desnutrição”, explica a nutricionista consultora da Jasmine Alimentos, Karla Maciel.

A profissional também destaca que cada tipo de câncer responde melhor a um tratamento e demanda um padrão alimentar específico, devendo ser avaliado individualmente, em conjunto com o profissional de nutrição. É importante ressaltar que uma alimentação deficitária pode resultar em perda de massa magra, e criar um risco maior de infecções, complicações pós-cirúrgicas e, consequentemente, mais tempo em hospitais. Assim como o contrário: o aumento de gordura no organismo traz como resultado a chance de o problema voltar a acometer o paciente, ou ainda, desenvolver um segundo câncer.

Entenda o câncer de mama
O problema ocorre pela produção desordenada de células nos seios, gerando células anormais, que se multiplicam, formando um tumor. Há vários tipos de câncer de mama, o que faz com que a doença evolua de diferentes formas; algumas com desenvolvimento rápido, outras mais lento. Esse tipo é o mais comum entre as mulheres, mas também pode acometer os homens, sendo raro e representando apenas 1% do total de casos da doença.

Dentre os fatores de risco estão os ambientais e os comportamentais, como sobrepeso, sedentarismo e consumo de álcool; os hormonais ou de histórico reprodutivo, como primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter filhos, menopausa após os 55 anos, uso de contraceptivos hormonais e reposição hormonal; e os genéticos ou hereditários, como histórico de casos de câncer de mama na família, alterações genéticas, histórico familiar de câncer de ovários, entre outros. Outro fator de risco é a idade: cerca de quatro entre cinco casos ocorrem após os 50 anos.

No entanto, de todos os desafios relacionados ao câncer de mama, a detecção precoce e a prevenção são unanimidade entre os médicos. Por isso, a campanha do Outubro Rosa, criada nos Estados Unidos em 1990 e, atualmente, um dos projetos de conscientização em saúde mais bem-sucedidos no mundo, é tão importante.

Alimentos que ajudam a prevenir o câncer de mama
Confira abaixo cinco alimentos que ajudam a prevenir o câncer de mama:

Chia
Rica em fibras, a chia ajuda a reduzir a absorção de gordura e evita a formação de substâncias tóxicas no intestino, incluindo moléculas cancerígenas. Além disso, essa semente contém ômega-3, um ácido graxo com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, combatendo assim os efeitos danosos dos radicais livres e prevenindo vários tipos de câncer, inclusive o de mama.

Linhaça
Assim como a chia, a linhaça dourada e a linhaça marrom oferecem fibras e ômega-3 e, dessa forma, ajudam a prevenir o câncer de mama e outros tipos de neoplasias. Contudo, a linhaça se destaca pela presença de lignana, uma substância que atua diretamente nas células cancerosas.

Castanhas e outras sementes oleaginosas
As castanhas em geral, como amêndoas, avelãs, castanha-de-caju, castanha-do-pará e nozes, são fontes de vitamina E, que também possuem ação antioxidante. Ela atua em conjunto com a vitamina C, aumentando ainda mais o combate aos danos causados pelos radicais livres. Além disso, a castanha-do-pará se destaca por fornecer selênio, um mineral necessário para o bom funcionamento das defesas do organismo e para o controle do processo de divisão celular, que é especialmente importante para a prevenção do câncer.

Frutas vermelhas
A cor típica de frutas como amora, cranberry, cereja, blueberry, framboesa e morango se deve à presença de antocianinas, pigmentos da classe dos flavonoides. Essas substâncias têm propriedades antioxidantes, ou seja, são capazes de combater os danos causados pelos radicais livres – moléculas que atacam o DNA das células e provocam erros que podem levar ao câncer de mama e a outros tipos de tumores.

Soja e outras leguminosas
Leguminosas, como ervilha, lentilha e grão-de-bico, contêm isoflavonas, mas é a soja que tem o teor mais elevado dessas substâncias, pertencentes à classe dos fitoestrógenos. As isoflavonas têm uma estrutura química semelhante à do estrogênio, um dos principais hormônios femininos. Por isso, elas conseguem se ligar aos receptores desse hormônio e “roubam” seu lugar. Como alguns tipos de câncer de mama crescem ainda mais na presença de altos níveis de estrogênio, as isoflavonas da soja ajudam a combater seu desenvolvimento ao bloquear a ação desse hormônio sobre os tumores.

Estudantes brasileiros participam de projeto global sobre mudanças climáticas


Crédito: divulgação/Climate Action Project

Por meio do Climate Action Project, mais de um milhão de jovens, em seis continentes, estudam os problemas mundiais e locais relacionados às mudanças climáticas, com o objetivo de encontrar soluções e “colocar a mão na massa” para melhorar o planeta. Para isso, alunos de 143 países interagem para troca de ideias e constatações.

O Climate Action Project é realizado há cinco anos no mundo todo com apoio de cientistas, figuras públicas renomadas e entidades como Greenpeace, ONU, WWF e National Geographic. O projeto começou, simultaneamente, em todos os países envolvidos, no dia 27 de setembro, e tem a duração de seis semanas. Na primeira delas, os alunos estudaram o que são as mudanças climáticas e anotaram as causas dos problemas das cidades onde moram. Na segunda semana, eles aprenderam sobre os efeitos das mudanças climáticas localmente. A semana três também buscou causas e efeitos, porém, de forma global. Para isso, eles se conectam com estudantes de outros países para debaterem os temas.

Na semana quatro, eles discutem as soluções para os problemas que detectaram nos contatos anteriores. Na semana de 25 de outubro, com interações on-line, os alunos analisam as soluções encontradas com outros estudantes, além de participarem de webinars com experts no assunto. Nos sete dias finais, é hora de colocar em ação o que constataram e entenderam como parte da mudança. Cada semana é encerrada com um vídeo com os trabalhos desenvolvidos, produzido pelos alunos e enviado às turmas de outros países.

Botando a mão na massa

Ana Paula Teixeira, coordenadora do Ensino Bilíngue do CIPP - Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento do Colégio Positivo e facilitadora do Climate Action Project nas escolas da rede, conta que é o segundo ano que seus alunos participam do projeto – e avalia que é uma experiência única, não só do ponto de vista do aprendizado, mas também, do enriquecimento cultural dos jovens e crianças que participam. “Sempre foi nosso desejo despertar nos alunos essa consciência multicultural, porém, indo além de celebrações e datas importantes de outros países. Essa troca sobre experiências climáticas com alunos estrangeiros os coloca em outro patamar de conhecimento internacional. Eles aprendem a se colocar no lugar dos outros, a ver o problema por outras perspectivas. Sem contar o desenvolvimento do Inglês. E esse aspecto nos surpreendeu porque, além da comunicação em si, eles têm usado fluentemente termos relacionados ao meio ambiente na conversação”, diz a professora.

Camila Bombonato, professora e assessora do Ensino Bilíngue nos anos iniciais no CIPP, conta que, na edição anterior, os alunos brasileiros presenciaram algumas descobertas ambientais interessantes de outros países. "Na Índia, por exemplo, os alunos relataram que não existem mais vagalumes onde moram. Sem contar que a poluição do ar é tão grande que não se enxerga nada quando há nevoeiro. Já na Espanha, uma turma comentou que, em certa época do ano, sempre aparecia na cidade uma espécie de pássaro de outro país, que sumiu. E isso se tornou um marco ambiental para os jovens espanhóis, que entendem que a ausência do pássaro é resultado de algum desequilíbrio climático. Na Sérvia, a percepção foi inversa. Os alunos disseram que os brasileiros possuem coisas que lá não tem, como queimada de florestas. No entanto, na Sérvia, uma vez por ano, há inundação de um rio, que força as pessoas a esvaziar a cidade", relata.

5 benefícios da gamificação no aprendizado

 

Jogo "Charadas do Corpo Humano", do Sistema de Ensino Aprende Brasil, ensina localização e função dos órgãos - Créditos: Divulgação



Ainda corriam os anos de 1940 quando os primeiros protótipos de videogames começaram a ser criados pelo mundo. Simples e, muitas vezes, restritos a cientistas que frequentavam os laboratórios das universidades, eles nem de longe davam pista da revolução que esse tipo de conteúdo provocaria na sociedade contemporânea. Dos fliperamas que viraram febre a partir dos anos de 1970 aos jogos hiper realistas que inundam as telas de celulares atualmente, os games passaram a ser uma importante ferramenta de comunicação com crianças e adolescentes, inclusive na educação.

Segurar a atenção de estudantes que têm todas as possibilidades do mundo na palma da mão pode ser uma missão complexa para professores. Para o coordenador de conteúdo digital do Aprende Brasil, Cassiano Novacki, “um dos desafios mais importantes dos nossos tempos é encontrar formas de tornar o aprendizado uma atividade divertida. A união da educação com a tecnologia colabora com o desenvolvimento do aprendizado por meio do uso de canais sensoriais. Por isso usamos vídeos, músicas e elementos interativos. Incorporar elementos das redes sociais e dos jogos on-line ao ensino é fundamental para vencer a disputa pela atenção das crianças e adolescentes”.

Diálogo
Se o diálogo intergeracional é difícil, os games podem contribuir de forma significativa para que esse abismo seja transposto. Isso porque eles são um ponto de interesse comum entre estudantes e professores que trabalham com gamificação. O mestre, historiador e pós-graduado em Games Rodrigo Ayres de Araújo, conhecido no mundo virtual como "Barão do Pirapora", conta que esse diálogo foi a primeira coisa que chamou sua atenção para os jogos eletrônicos. “Eu tive um aluno que não era muito bom em História. Um dia, em uma conversa, perguntei o que ele gostava de fazer e ele me disse que adorava jogar Final Fantasy, que é um RPG. Ele sabia tudo sobre o jogo, que tem uma história muito complexa. Então percebi que, se queria me aproximar dele, precisaria dar um jeito para que a História fosse tão interessante quanto o jogo”. Essa troca de conhecimentos sobre diferentes áreas é um fator fundamental para trabalhar com a gamificação em sala de aula.

Engajamento
Apresentar conteúdos didáticos em formatos inovadores foi uma prática absolutamente necessária ao longo do último ano, com as aulas on-line, mas já não é nenhuma novidade. São muitos os profissionais da educação que já notaram que esse recurso ajuda a prender a atenção dos estudantes, que podem absorver melhor o que está sendo ensinado. A coordenadora do Núcleo São Paulo da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa, Gislaine Batista Munhoz, conta que notou, há muitos anos, que os games podiam ser aliados para garantir mais engajamento das crianças e adolescentes. “Comecei a conversar com os estudantes e percebi que muitas vezes eles iam para a escola para brincar nos joguinhos disponíveis nas redes sociais e em outros sites e aplicativos. Isso faz parte da vida deles, então tem um potencial muito grande para contribuir em sala de aula”, afirma.

Coletividade e responsabilidade
Embora vários games sejam de competição entre jogadores, a fase de desenvolvimento deles envolve muita colaboração. Araújo ressalta que, quando propõe um novo game, costuma distribuir as funções entre os alunos, de modo que cada um fica responsável por uma parte do trabalho. E, mesmo que as funções sejam individuais, o resultado final depende do bom funcionamento do grupo como um todo. Isso estimula o senso de coletividade e responsabilidade entre as crianças e adolescentes.

Imersão nos conteúdos
Qualquer que seja a disciplina em que a gamificação é inserida, ela gera instantaneamente uma necessidade: mergulhar no assunto que será tema do jogo. Antes de desenvolver qualquer coisa, os estudantes precisam se aprofundar no conteúdo e entender detalhes específicos sobre ele. “Os games permitem uma complexidade do conhecimento que não estamos acostumados a trabalhar na escola. Eles geram identificação, provocam paixão e ajudam a trabalhar com diferentes hipóteses e pontos de vista”, diz Gislaine.

Para Araújo, todo o processo oferece oportunidades para ampliar o aprendizado. “Eles conseguem aprender habilidades que competem à Língua Portuguesa, Geografia, Matemática, Artes. Lendo sobre os temas, eles passam a ter mais perspectiva porque praticam a imersão. É como se entrassem naquele ambiente para poder criar”.

Aprendizado lúdico
Motivação é uma das palavras-chave para entender o poder dos jogos no ensino. Gislaine destaca que o desafio de criar um game é, por si próprio, um motivador. “Você mobiliza o estudante a procurar conhecimentos para viabilizar o projeto. Ele é protagonista e autor da ação. Por isso, trabalhamos sempre conteúdos que as crianças curtem, fazendo conexões com o que precisamos que elas aprendam. Assim, aprender se torna muito mais lúdico”, finaliza.

Gislaine e Rodrigo estão juntos no episódio 30 do podcast PodAprender, cujo tema é “Gamificação da Pedagogia. Como os jogos podem auxiliar no processo de aprendizagem?”. Todos os episódios do PodAprender estão disponíveis no site do Sistema de Ensino Aprende Brasil (sistemaaprendebrasil.com.br), nas plataformas Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts e nos principais agregadores de podcasts disponíveis no Brasil.