terça-feira, 9 de novembro de 2010

EXPOSIÇÃO DE FOTOS REVELA O INTERIOR DE CASAS PARANAENSES

O olhar criterioso Key Imaguire Junior foi guia para uma geração de arquitetos paranaenses. Mas o professor da Universidade Federal do Paraná, que recentemente se aposentou, também foi um estudioso de outras áreas. Paralelo ao seu trabalho acadêmico, sempre dedicou parte do seu tempo aos quadrinhos e a fotografia. Fatores que em conjunto, terminam por gerar um conhecimento e reconhecimento primoroso das perspectivas e dos espaços. Pensando no resultado positivo que estes fatores juntos poderiam resultar, a mostra de decoração Morar Mais por Menos fez um desafio muito particular à Key e a sua esposa Marialba Gaspar. O objetivo era mostrar os interiores de casas paranaenses, e por conseqüência, revelar como se vive e convive nesse universo tão particular.
A primeira casa modernista brasileira, projetada e construída por Frederico Kirchgassner em 1929, em Curitiba, está fotografada na exposição. No seu interior uma riqueza de detalhes é revelada nos móveis e equipamentos, totalmente desenhados Kirchgassner. “Permanece em surpreendente estado de integralidade e funcionalidade em seus oitenta anos vividos”, revela.Além destas casas, outros cômodos de importantes prédios paranaenses foram registrados. Entre eles o Palácio São Francisco, atual Museu Paranaense, e a contemporânea Casa Betega, projetada por Vilanova Artigas nos anos 40. Para expor esse projeto e criar um ambiente que permitisse a visualização dessas fotografias de forma diferenciada, foi desenvolvido um espaço cênico assinado pela engenheira e designer de interior Karin Brenner. Segundo a profissional, a ideia é propiciar ao visitante a sensação de que se estar desvendando um lugar. “E como se ‘espiássemos’ sem interferir ou entrar nesses ambientes”, comenta Karin.A parceria bem sucedida desses profissionais com o Morar Mais por Menos, promete render outros trabalhos inéditos nas próximas edições da mostra. “Descobri um tema novo que ainda não havia observado. E mais, algo tão interessante e tão vasto que merece ser alvo de uma pesquisa mais aprofundada”, comenta Key.




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