9 DE JUNHO - DIA NACIONAL DA IMUNIZAÇÃO
Segundo dados publicados pelo Ministério da Saúde, a vacinação contra a gripe pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias geradas por casos de agravamento da gripe e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. A campanha, realizada pelo governo em todo o país, não englobou a totalidade da população: apenas pessoas com mais de 60 anos, crianças com idade entre 6 meses e 5 anos incompletos, indígenas, gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto, população carcerária, profissionais de saúde e os que atuam no sistema prisional, além de doentes crônicos. A meta inicial era atingir ao menos 80% desse público, mas muitos estados prorrogaram as vacinações, pois apenas 40% dos grupos prioritários receberam a dose.
Enquanto isso, professores e outros trabalhadores que, muitas vezes, passam o dia em salas fechadas e utilizam o transporte público, são expostos diariamente ao vírus da gripe e, se quiserem se proteger, devem arcar com o custo da vacina pela rede particular, que sai em torno de R$ 80. Porém, algumas empresas investem na imunização dos funcionários. O Grupo Positivo, por exemplo, promove anualmente a campanha de vacinação contra a gripe. Podem participar todos os colaboradores e também dependentes interessados. Neste ano, já foram vacinados cerca de quatro mil colaboradores, de todas as empresas do Grupo.
Na opinião de Wilson Bremer, gerente corporativo de Recursos Humanos do Positivo, "a vacinação é importante tanto para os colaboradores como para a empresa, pois dessa forma garantimos o bem estar da nossa equipe e de seus familiares e também reduzimos dias de afastamento na empresa, além de proporcionar um ambiente de trabalho mais agradável e saudável para todos".
A Sociedade Brasileira de Imunização mostra que a vacinação contra a gripe também reduz em 50% os índices de faltas no trabalho e melhora o rendimento do profissional. De acordo com a coordenadora de RH da Universidade Positivo (UP), Silvia Staron, a ausência de colaboradores ao trabalho gera, ao menos, quatro consequências para a companhia: perda de produtividade do trabalhador ausente; horas extras ou aumento de demanda de trabalho para outros empregados; diminuição da produtividade total; e custos incorridos do possível auxílio temporário, podendo gerar perda de negócios e/ou clientes insatisfeitos.
Um estudo do médico do trabalho Eduardo Arantes mostra que, para cada R$ 1 investido em vacina, a empresa possui um retorno de R$ 3,50 com a redução do absenteísmo. O 6º Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos de 2014, organizado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos do Paraná (ABRH-PR), revela que o absenteísmo nas companhias do estado foi de 2,6%
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