terça-feira, 14 de julho de 2015

Mercado de Arte




Certificados de autenticidade, prova do autor e número de série. Aprenda como adquirir uma obra de arte

Mensurar o momento exato em que um trabalho artístico torna-se obra de arte é impossível. É um processo complexo, que não necessariamente segue normas pré-estabelecidas, e depende do contexto cultural, expectativas, insights, histórico, linha de produção e do real significado de arte. É importante, ao adquirir uma obra de arte, estar atento aos indícios de autenticidade já que é um mercado promissor e exclusivo.

No entanto, inserir obras de arte na decoração agregam exclusividade, bagagem e valorização cultural, além de beleza aos ambientes. Elas complementam toda a atmosfera adquirida pelo estilo que norteia o projeto de interiores e acabam por ser pontos de destaque onde estão inseridas. Ganham espaços exclusivos, iluminação especial e geralmente estão onde podem ser admiradas por um maior número de pessoas.

Ao adquirir uma obra de arte, é possível ter certeza de que é uma peça com um valor enraizado, e isso porque o mercado de obras de arte é rigoroso. Em casos de arquivos digitais, a matriz já vem especificada, com nome do autor, data, tamanho, etc. Já para obras analógicas a autoria é assegurada pela assinatura. Em ambos os casos também existe a emissão de certificados numerados, criados junto ao autor, vendedor ou galerista.

O status de adquirir uma obra de arte vem, além do nome e apreciação, da exclusividade. Isso é garantido pelo número limitado de múltiplos, que é definido pelo artista junto ao galerista. “Exclusividade é um dos atributos. O número limitador oferece uma segurança para quem faz o investimento. Assim como em outras indústrias e mercados, a arte é investimento e é interpretada como tal para quem entende do mercado. Para o público entusiasta-comprador-de-arte, o número limitado muitas vezes define a compra”, explica a fotógrafa Mariana Canet. Outra classificação bastante importante no mercado de obras de arte se refere à Prova do Autor (P.A), que significa que aquelas obras específicas fazem parte do acervo pessoal do artista.

Também não existe uma regra para estabelecer o número de múltiplos, ele é definido por cada artista. O que vale ressaltar é que a quantidade de reproduções tem o poder de democratizar a arte, pela maior produção a menor custo. Com ele se assegura que não existirão mais obras do que aquelas mensuradas previamente. “Minhas obras são limitadas até seis unidades, reafirmando o compromisso com a exclusividade dos clientes. Todas acompanham certificado de autenticidade numerado e assinado. Em 2015, a maioria das fotografias está na edição 2/6 – mas já existem cliques esgotados (6/6)”, revela Mariana. Um dos fatores decisórios para definir a tiragem é o médium do artista. Pintura e escultura, por exemplo, têm peças únicas.

A precificação no mercado de arte também é maleável de acordo com o artista. Para Isadora Hofsttaetter, curadora da Galeria Reserve Fine Art Photography o cálculo é feito em cima do valor do direito do autor, somado ao custo e ao valor reservado à galeria. “O valor agregado e de mercado faz flutuar os custos da galeria e dos direitos autorais”, explica Isadora. Na prática, o que se percebe é que preços não seguem uma lógica matemática, nem de mercado.

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