segunda-feira, 8 de junho de 2026
Conselho Regional de Biomedicina do Paraná tem nova direção
O Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6) está sob nova liderança. A doutora em Microbiologia, Daiane Pereira Camacho, assumiu oficialmente a presidência da autarquia. O anúncio e a transição de cargo foram comunicados durante a reunião plenária do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) — entidade na qual Daiane também faz história como diretora-secretária, sendo a primeira mulher a ocupar um cargo na executiva federal.
A nova presidente assume o posto com a missão de dar continuidade a um legado de forte expansão viabilizado por Thiago Massuda, mestre em Patologia Experimental e que esteve à frente do CRBM6 de 2021 a 2026. Massuda deixou o cargo para concorrer nas próximas Eleições Gerais, buscando amplificar a representatividade e a defesa dos interesses da biomedicina no Estado do Paraná.
Legado de grandes conquistas
Sob o comando de Thiago Massuda e sua equipe, a biomedicina paranaense alcançou conquistas inéditas para a categoria. As ações foram fortemente pautadas na valorização profissional, na inserção dos biomédicos no serviço público e na ampliação do mercado de trabalho.
Entre os principais marcos da administração de Massuda, destacam-se:
1) Avanço no Serviço Público: Aprovação da lei que incluiu o biomédico como "Promotor de Saúde Profissional" na Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR), abrindo as portas para concursos estaduais.
2) Inclusão no SUS: Articulação para a inserção definitiva do cargo de biomédico nos quadros do funcionalismo público estadual (com a revisão de leis de cargos e salários, como a Lei 13.666/2002) e a abertura de vagas específicas em prefeituras de todo o estado, fortalecendo a presença da categoria no Sistema Único de Saúde (SUS).
3) Concursos e Editais: Inclusão de vagas para biomédicos em editais municipais de grandes polos como Cascavel, Maringá e Guarapuava, além da realização de concursos próprios do CRBM6.
4) Reconhecimento Institucional: Aprovação do Dia Estadual do Biomédico no Paraná, celebrado em 20 de novembro.
5) Expansão e Estrutura: Fortalecimento estrutural da autarquia, ampliação da fiscalização, interiorização do conselho por meio da expansão das delegacias regionais, além de maior aproximação com os estudantes e a imprensa.
Compromisso de trabalho
A gestão de Daiane Pereira Camacho assume o compromisso integral com o plano de valorização da categoria e com a continuidade das ações de fortalecimento da biomedicina em todo o território paranaense.
Legenda: A nova presidente do CRBM6, Daiane Pereira Camacho, assume a função e vai manter as conquistas obtidas por Thiago Massuda para fortalecer a biomedicina paranaense
Crédito da foto: Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6)
Casos de Influenza A aumentam em todo o Brasil
O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que quase todas as unidades da Federação - com exceção de Rondônia - estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Além disso, 20 delas também apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas).
Dia Nacional da Imunização
Nas vésperas do Dia Nacional da Imunização, celebrado em 9 de junho e instituído para conscientizar a população sobre a segurança e a eficácia das vacinas, a discussão ganha ainda mais relevância.
“Diante deste cenário crítico, a vacinação se reafirma como a ferramenta mais eficaz para conter o vírus, proteger a saúde individual e restabelecer a imunidade coletiva”, explica a coordenadora do curso de Enfermagem do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR) e mestre em Promoção da Saúde, Greice Kely Nogueira.
Eficiência comprovada
A especialista salienta que os imunizantes são gratuitos, seguros e eficazes. Eles passam por rigorosos ensaios clínicos, trazem grande impacto na qualidade de vida e são submetidos às análises da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de chegarem aos postos de saúde.
“Individualmente, as vacinas reduzem significativamente o risco de infecção, complicações e óbitos. Já no âmbito coletivo, contribuem para a redução da circulação de vírus e bactérias na população, interrompendo cadeias de transmissão e protegendo, de forma indireta, grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas”, explica Greice.
Adesão x fake news
Apesar de o Brasil possuir o Programa Nacional de Imunizações (PNI), um dos maiores e mais respeitados sistemas públicos e gratuitos de vacinação do mundo, a queda na cobertura vacinal preocupa.
Segundo a especialista, a hesitação da população em se vacinar é alimentada por um fenômeno complexo: a desinformação, o medo infundado de efeitos colaterais e a “falsa sensação de segurança”.
“A ideia de que não é necessário vacinar-se porque 'as doenças não existem mais' é um equívoco. Muitas doenças estão controladas justamente pela vacinação. A redução da cobertura vacinal pode levar ao retorno de moléstias já eliminadas, como observado com o sarampo em anos recentes”, adverte.
Greice também desmistifica boatos comuns, como o de que o imunizante da gripe seria capaz de provocar a doença. “A vacina contra influenza é produzida com vírus inativados ou fragmentados, incapazes de causar a doença”, afirma.
Estratégias de combate
Para reverter o quadro epidemiológico e aumentar a adesão às campanhas atuais, a coordenadora defende ações práticas, descentralizadas e uma combinação de vigilância epidemiológica e hábitos diários de higiene:
1) Vacinação anual: Foco total na campanha em andamento, especialmente para os grupos prioritários (idosos, crianças e pessoas com comorbidades);
2) Acesso ampliado: Ampliação dos horários de atendimento nos postos e realização de campanhas de vacinação nas escolas;
3) Esquema vacinal completo: Respeitar as doses de reforço e os intervalos preconizados pela ciência para garantir proteção duradoura;
4) Higiene e etiqueta respiratória: Lavagem frequente das mãos e uso de lenços descartáveis ao tossir ou espirrar;
5) Proteção em aglomerações: Uso de máscaras por indivíduos que apresentem sintomas gripais e preferência por ambientes ventilados.
“Investir na imunização é a escolha mais inteligente para o país. A vacinação é reconhecida como uma das intervenções mais custo-efetivas em saúde pública. Ela evita milhões de mortes anualmente e reduz significativamente a sobrecarga dos sistemas de saúde”, complementa Greice Kely Nogueira.
Hospital Veterinário faz um alerta para a posse responsável
Ter um animal de estimação é o sonho de muita gente, mas a realidade vai além de receber carinho e brincar nos finais de semana. Cães e gatos vivem, em média, 14 anos. Ao longo desse tempo, eles vão precisar de espaço, comida de qualidade, vacinas e, acima de tudo, paciência. O Hospital Veterinário Municipal de Curitiba reforça que a posse responsável é a única ferramenta definitiva para zerar os índices de maus-tratos e abandono na cidade.
A posse responsável nada mais é do que assumir o controle total sobre a vida e a dignidade do seu pet, garantindo que ele não seja apenas um morador da casa, mas um membro protegido da família.
Muitos responsáveis acreditam que dar abrigo e restos de comida é o suficiente, mas a negligência com a saúde e o espaço físico também configura maus-tratos. Manter o animal preso em correntes curtas, sem acesso ao sol ou exposto à chuva, por exemplo, quebra qualquer protocolo de bem-estar.
Rafael Binder, Diretor Clínico do Hospital Veterinário Municipal de Curitiba, lida diariamente com as consequências da falta de informação e planejamento das famílias. "A posse responsável começa antes mesmo do animal chegar em casa. O responsável precisa se perguntar se tem tempo e orçamento para esse pet. No hospital, vemos muitos animais deixados em sofrimento porque a família achou que a doença sumiria sozinha ou que o tratamento seria desnecessário. Tratar quando está doente, vacinar anualmente e oferecer um ambiente seguro não são opcionais, são deveres de quem escolheu adotar," afirma Binder.
O primeiro Hospital Veterinário Municipal da cidade, viabilizado pelo esforço do deputado Matheus Laiola, funciona como a última linha de defesa para os animais que foram vítimas dessa falta de responsabilidade. Mas a estrutura pública só funciona se a população fizer a sua parte na base.
Além do atendimento hospitalar para urgências, Curitiba facilita a prática da guarda responsável oferecendo programas de castração gratuita para o controle populacional e rações acessíveis que logo deverão estar à venda nas unidades do Armazém da Família, aliviando o orçamento das famílias cuidadoras.
Para garantir o atendimento clínico do seu animal, o agendamento prévio é obrigatório e deve ser realizado online pelo sistema da Prefeitura de Curitiba ou pelo portal da Rede de Proteção Animal. O foco do serviço são as ONGs, protetores independentes e famílias inscritas em programas sociais.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
O hambúrguer preferido dos brasileiros é JBS
A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, consolidou a liderança no mercado brasileiro de hambúrgueres, com 45,6% de market share, somando as marcas Seara e Friboi, segundo dados da Nielsen Retail Index. O desempenho acompanha a expansão de uma categoria que vem ganhando relevância no consumo dos brasileiros, impulsionada pela combinação entre conveniência, premiumização e diversificação das formas de preparo dentro de casa.
De acordo com a Nielsen, o hambúrguer já está presente em mais de 70% dos lares brasileiros, em um mercado que cresce, em média, 5% ao ano em volume e 7% em valor. Dados da Kantar mostram que o consumo médio chega a 174 mil unidades por semana no país, cerca de 25 mil por dia.
A estratégia da JBS para ampliar participação na categoria passa pela diversificação do portfólio, desenvolvimento de produtos voltados a diferentes perfis de consumo e fortalecimento da execução no varejo. O movimento inclui desde linhas premium até produtos voltados à praticidade e ao preparo em ocasiões específicas, como churrascos e encontros sociais.
Na Seara, os investimentos têm se concentrado na ampliação do portfólio e no avanço em segmentos de maior valor agregado. Entre os destaques está a linha Blend Burger Seara Gourmet, composta por produtos que combinam carne Angus com cortes selecionados e ingredientes especiais em quatro versões: Angus com Fraldinha, Angus com Costela, Angus com Bacon e Angus com Trufas — o primeiro hambúrguer trufado do Brasil.
A marca também lançou o primeiro hambúrguer para Air Fryer do país e, mais recentemente, passou a atuar em uma nova frente de consumo com o Mini-hambúrguer para grelha, desenvolvido para preparo em churrasqueiras. O produto mira o crescimento do consumo compartilhado e a ampliação da presença do hambúrguer em ocasiões tradicionalmente associadas a outras proteínas.
“A Seara investe em inovação e qualidade com uma estratégia de diferenciação para oferecer um portfólio completo de hambúrgueres para atender diferentes necessidades de consumo. São produtos que vão do dia a dia até ocasiões especiais. Nosso objetivo é entregar experiência e sabor para um consumidor que busca cada vez mais novidades”, afirma Rafael Palmer, diretor de marketing da Seara.
Na Friboi, a expansão da categoria veio acompanhada da aposta em um segmento pouco explorado até então: hambúrgueres bovinos voltados ao churrasco. Em 2023, a marca lançou os hambúrgueres Maturatta, de carne 100% bovina. A linha é composta por hambúrgueres de 180g, feitos dos cortes de churrasco preferidos dos brasileiros: picanha, costela e fraldinha. O movimento marcou a entrada da companhia em um segmento inspirado em mercados mais maduros, como o americano, em que o hambúrguer preparado na churrasqueira já faz parte da rotina de consumo. Desde que a Friboi passou a apostar nessa segmentação de maior valor agregado, o mercado de hambúrgueres bovinos no Brasil cresceu de forma acelerada: mais de 27% de incremento em volume só em 2025. As marcas Maturatta e Friboi lideram o segmento.
“Percebemos que a categoria de hambúrgueres no país ainda tinha muita oportunidade para inovar, se qualificar e trazer opções com maior apelo às nossas tradições e costumes. Ano após ano, o brasileiro faz mais churrascos: só em 2025, a quantidade de ocasiões cresceu em 15%. Ao oferecermos opções de hambúrgueres desenvolvidos especialmente para churrasco, não só criamos uma conexão maior com o consumidor, como impulsionamos essa nova forma e momento de consumir a categoria”, afirma Daniela Perez, gerente de Marketing da Friboi.
De acordo com a Nielsen, o hambúrguer já está presente em mais de 70% dos lares brasileiros, em um mercado que cresce, em média, 5% ao ano em volume e 7% em valor. Dados da Kantar mostram que o consumo médio chega a 174 mil unidades por semana no país, cerca de 25 mil por dia.
A estratégia da JBS para ampliar participação na categoria passa pela diversificação do portfólio, desenvolvimento de produtos voltados a diferentes perfis de consumo e fortalecimento da execução no varejo. O movimento inclui desde linhas premium até produtos voltados à praticidade e ao preparo em ocasiões específicas, como churrascos e encontros sociais.
Na Seara, os investimentos têm se concentrado na ampliação do portfólio e no avanço em segmentos de maior valor agregado. Entre os destaques está a linha Blend Burger Seara Gourmet, composta por produtos que combinam carne Angus com cortes selecionados e ingredientes especiais em quatro versões: Angus com Fraldinha, Angus com Costela, Angus com Bacon e Angus com Trufas — o primeiro hambúrguer trufado do Brasil.
A marca também lançou o primeiro hambúrguer para Air Fryer do país e, mais recentemente, passou a atuar em uma nova frente de consumo com o Mini-hambúrguer para grelha, desenvolvido para preparo em churrasqueiras. O produto mira o crescimento do consumo compartilhado e a ampliação da presença do hambúrguer em ocasiões tradicionalmente associadas a outras proteínas.
“A Seara investe em inovação e qualidade com uma estratégia de diferenciação para oferecer um portfólio completo de hambúrgueres para atender diferentes necessidades de consumo. São produtos que vão do dia a dia até ocasiões especiais. Nosso objetivo é entregar experiência e sabor para um consumidor que busca cada vez mais novidades”, afirma Rafael Palmer, diretor de marketing da Seara.
Na Friboi, a expansão da categoria veio acompanhada da aposta em um segmento pouco explorado até então: hambúrgueres bovinos voltados ao churrasco. Em 2023, a marca lançou os hambúrgueres Maturatta, de carne 100% bovina. A linha é composta por hambúrgueres de 180g, feitos dos cortes de churrasco preferidos dos brasileiros: picanha, costela e fraldinha. O movimento marcou a entrada da companhia em um segmento inspirado em mercados mais maduros, como o americano, em que o hambúrguer preparado na churrasqueira já faz parte da rotina de consumo. Desde que a Friboi passou a apostar nessa segmentação de maior valor agregado, o mercado de hambúrgueres bovinos no Brasil cresceu de forma acelerada: mais de 27% de incremento em volume só em 2025. As marcas Maturatta e Friboi lideram o segmento.
“Percebemos que a categoria de hambúrgueres no país ainda tinha muita oportunidade para inovar, se qualificar e trazer opções com maior apelo às nossas tradições e costumes. Ano após ano, o brasileiro faz mais churrascos: só em 2025, a quantidade de ocasiões cresceu em 15%. Ao oferecermos opções de hambúrgueres desenvolvidos especialmente para churrasco, não só criamos uma conexão maior com o consumidor, como impulsionamos essa nova forma e momento de consumir a categoria”, afirma Daniela Perez, gerente de Marketing da Friboi.
Soluções no varejo impulsionam crescimento da categoria
Além do avanço em produtos, a JBS também vem ampliando investimentos em execução no ponto de venda, estratégia considerada central para acelerar o desenvolvimento da categoria no varejo alimentar.
Friboi e Seara vêm implementando ativações voltadas à organização do sortimento, ganho de visibilidade e estímulo à compra por impulso. As iniciativas incluem mobiliários temáticos desenvolvidos para aumentar produtividade por metro quadrado e facilitar a jornada de compra do consumidor.
A Friboi criou o “Espaço Burger”, dedicado à exposição dos hambúrgueres Maturatta, Friboi dos produtos 1953, feitos com carnes nobres. Já a Seara desenvolveu um mobiliário de cross-selling voltado à linha de churrasco, reunindo produtos para preparo na grelha, incluindo os mini-hambúrgueres bovinos.
Além do avanço em produtos, a JBS também vem ampliando investimentos em execução no ponto de venda, estratégia considerada central para acelerar o desenvolvimento da categoria no varejo alimentar.
Friboi e Seara vêm implementando ativações voltadas à organização do sortimento, ganho de visibilidade e estímulo à compra por impulso. As iniciativas incluem mobiliários temáticos desenvolvidos para aumentar produtividade por metro quadrado e facilitar a jornada de compra do consumidor.
A Friboi criou o “Espaço Burger”, dedicado à exposição dos hambúrgueres Maturatta, Friboi dos produtos 1953, feitos com carnes nobres. Já a Seara desenvolveu um mobiliário de cross-selling voltado à linha de churrasco, reunindo produtos para preparo na grelha, incluindo os mini-hambúrgueres bovinos.
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Pesquisa aponta recuo no apoio ao fim da escala 6x1
O levantamento mais recente aponta que 56,2% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6x1. Embora o número ainda represente maioria, ele confirma uma trajetória clara de erosão. Em março deste ano, pesquisas registravam apoio de até 73%, na pesquisa Datafolha feita em março. Esse patamar caiu gradualmente para cerca de 64% no início de maio, no mesmo instituto de pesquisa.
A trajetória mostra que a proposta perde força à medida que o debate avança. No fim de abril, a própria AtlasIntel já havia captado esse movimento, com apoio de 59,4%, indicando que o entusiasmo inicial não se sustenta quando a discussão passa a incorporar possíveis impactos econômicos.
Os dados mais recentes ajudam a explicar essa mudança. Entre os brasileiros que hoje se declaram favoráveis ao fim da escala 6x1, apenas metade manteria essa posição caso a medida provoque aumento de preços, desemprego ou fechamento de empresas. Uma parcela relevante afirma que pode rever sua posição diante desses efeitos, revelando que a maioria atual é instável e sujeita a rápida reversão.
A percepção de custos é central nesse movimento. A população tende a associar a redução da jornada ao aumento dos custos operacionais das empresas, especialmente em setores que dependem de funcionamento contínuo, como comércio e serviços. Esse entendimento se traduz em expectativas concretas: aumento de preços, redução de horários de funcionamento e perda de empregos aparecem entre as principais consequências apontadas.
Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, os dados mostram que a sociedade está avançando no debate e passando a fazer perguntas mais concretas sobre a proposta. “À medida que as pessoas começam a entender os impactos, deixam de olhar só para o benefício imediato e passam a se perguntar quem paga essa conta e como os serviços vão funcionar”, afirma.
Ele também destaca que há um desalinhamento entre o ritmo da política e o da opinião pública. “O Congresso acelera a votação enquanto o apoio está em retração e condicionado. Esse não é um tema que comporta decisões rápidas sem que a sociedade compreenda plenamente as consequências. Os próprios dados mostram que, quando os impactos são apresentados, o apoio diminui de forma significativa".
Solmucci explica que "o governo tem plena consciência desta diminuição rápida do apoio e, de maneira irresponsável, tenta avançar com a votação sem que a população tenha amplo conhecimento dos custos envolvidos. Na prática, já está claro que, diante desses custos, parte relevante da sociedade não apoiaria a proposta. Há uma pergunta simples que ninguém favorável à medida respondeu ainda: por que a proibição de se trabalhar seis dias da semana não existe em nenhum outro país do mundo?”.
O presidente da Abrasel Paraná, Luis Fernando Menuci, corrobora essa visão ao destacar a mudança na percepção pública trazida pelos novos levantamentos: “Estudos recentes feitos pela AtlasIntel têm demonstrado que o apoio popular para o final da escala 6x1 tem diminuído de 73% para 56%. E por que isso? Porque hoje as pessoas estão tendo conhecimento de qual será o impacto econômico em suas vidas quando a gente realmente aprovar essa legislação. Em país nenhum do mundo se trabalha somente cinco dias; em país nenhum do mundo se proíbe trabalhar seis dias. O impacto seria o fechamento de empresas, aumento de custos, e o brasileiro não está disposto a pagar mais caro para poder folgar dois dias. É realmente uma ação eleitoreira e que pode colocar em risco muitas empresas no nosso país”.
Outro fator que pesa na queda do apoio é a resistência dos próprios consumidores. A maioria dos brasileiros afirma que não está disposta a pagar mais caro por produtos e serviços em troca de jornadas menores. Na prática, isso reforça a percepção de que a conta da mudança recairá sobre o consumidor final, contribuindo para a perda de apoio automático à proposta.
A pesquisa também indica que a população prefere cautela. A maioria (53%) defende que mudanças na jornada de trabalho sejam aprovadas apenas após estudos de impacto econômico. Além disso, prevalece a visão de que, se a medida for aprovada, deve haver uma transição gradual e mecanismos de adaptação para diferentes setores.
Serviço
Abrasel PR
https://pr.abrasel.com.br/
Foto: Magnific
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