segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Covid-19: aumento no número de casos leva organizações a rever planos de retomada presencial



Uma sede totalmente reformada, planejada para receber com ainda mais segurança sanitária os colaboradores que voltariam a trabalhar nos regimes presencial ou híbrido, preparada para as melhores práticas de distanciamento social no pós-pandemia. Era assim que a Tecnobank, empresa de tecnologia para registro de contratos, esperava entrar em 2022. Ao longo dos últimos dois anos, a organização deixou tudo pronto para retomar algumas rotinas presenciais, adaptando o escritório para acomodar um número menor de pessoas simultaneamente, na capital paulista. Mas a chegada de uma nova onda de contaminações por covid-19, aliada a outras doenças respiratórias, como gripe e resfriado, adiou os planos.

A diretora de Gente & Gestão (RH) da Tecnobank, Michaela Vicare, explica que a decisão foi tomada acompanhando o cenário de aumento no número de casos não apenas de covid-19, mas também de outros vírus, como o H3N2. “Desde o início da pandemia, analisamos, em um comitê criado especialmente para isso, cada comportamento, regional, nacional e global, em relação a novas ondas de contaminação. Como somos uma empresa de tecnologia, independente de estarmos ou não no escritório, o trabalho não tem nenhum impacto”, diz. Diante do atual cenário, a empresa entendeu que, independentemente do número de mortes estar caindo, os hospitais têm estado cada vez mais lotados. Daí o adiamento da reabertura do escritório para aquelas equipes que atuam no modelo híbrido.

Esse não é o único caso de companhia que decidiu aguardar um pouco mais antes de retomar as atividades presenciais. Em Curitiba, a startup DealerSites também desistiu de levar os profissionais de volta ao escritório neste início de ano. “Decidimos manter o pessoal trabalhando remotamente, ao menos na primeira quinzena de janeiro. Mesmo quem está no sistema híbrido não foi autorizado a retornar porque estamos vendo o aumento de casos de covid e outras doenças respiratórias causado pelas festas de fim de ano”, relata a head de Recursos Humanos da DealerSites, Andreza Shibata.

Especialistas de várias partes do mundo vêm alertando para o risco envolvido em encontros neste momento da pandemia, principalmente porque as novas variantes parecem ser significativamente mais transmissíveis que as anteriores. Para o infectologista e professor do curso de Medicina da Universidade Positivo Marcelo Abreu Ducroquet, retornar aos escritórios agora teria, sim, um impacto no número de casos confirmados de covid-19. “Se a chegada da ômicron ao Brasil repetir o que houve em outros países, estaremos diante de um tsunami de casos, maior que qualquer outro que já tenhamos registrado até aqui”, afirma.

Ainda que a maior parte desses casos aparentemente evolua sem gravidade, o especialista explica que os sistemas de saúde acabam sofrendo algum tipo de impacto. “Mesmo com os casos mais leves, algum impacto no sistema de saúde é inevitável. Seja a nível primário, com as pessoas procurando o pronto socorro com sintomas gripais ou pedindo para fazer o teste, seja nas internações em enfermaria, porque há pacientes que têm algum problema de saúde, que não foram vacinadas, que ainda não tomaram doses de reforço, enfim, há pacientes que podem evoluir para casos graves”, detalha. Ele lembra, ainda, que alguns desses pacientes podem precisar de internação em UTI.

Teletrabalho não foi unanimidade no Brasil
Nem todos os setores da economia funcionam bem com o teletrabalho. Principalmente quando se trata da indústria, é difícil manter a produção sem que os colaboradores estejam presencialmente nas empresas. No entanto, o contingente de profissionais que poderiam trabalhar de casa ainda é significativo. Cerca de 24 milhões de trabalhadores brasileiros atuam em funções que podem ser exercidas a distância, sem a necessidade de estar na empresa. Mesmo assim, de acordo com um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), apenas 10% dos trabalhadores brasileiros trabalharam em regime de home office durante a pandemia.

Responsável por 90 colaboradores, Michaela destaca a importância de tomar decisões com base na ciência para não colocar vidas em risco desnecessário. “Essas pessoas estão, de certa forma, sob a responsabilidade das empresas em que trabalham. É papel dessas organizações entender que não existe razão para assumir esse risco neste momento. Vamos manter nossas equipes trabalhando remotamente enquanto não for totalmente seguro trazê-las para o regime híbrido”, garante.

O Boticário lança campanha inédita



O Boticário, marca de beleza mais amada pelos brasileiros, acaba de anunciar seu apoio em uma parceria inédita junto à equipe feminina de eSports da Black Dragons, uma das mais renomadas organizações de e-sports no contexto nacional. Com parceria de longo prazo, a marca busca fortalecer a presença das mulheres no cenário gamer, bem como estreitar a presença da marca na comunidade como parte da sua estratégia de negócio.

Assim como todas as iniciativas do Boticário, o amor é parte fundamental nessa ação, a começar pela paixão e dedicação das atletas pelo game. Ao perceber a força e resiliência das jogadoras e sentir o poder que o amor tem em movê-las, o Boticário se uniu ao time, indo muito além de um patrocínio, mas sim iniciando uma parceria que contará com iniciativas cocriadas e relevantes para as atletas, que entendem e acolhem suas necessidades visando dar ainda mais visibilidade e impulsioná-las, e criando também uma intersecção entre o universo dos games e da beleza.

“Ao conhecermos um pouco mais sobre a história da equipe feminina da Black Dragons, identificamos que é a paixão que move as gamers, mesmo diante de tantos obstáculos, o que conecta com a essência da marca. Assim, pensamos em uma maneira de estarmos mais presentes como impulsionadores dessa paixão. Acreditamos que apoiar um time com forte representação feminina tem um papel relevante para contribuir com um segmento de e-sports cada vez mais igualitário”, diz Renata Gomide, diretora de Branding e Comunicação do Grupo Boticário.

A executiva lembra, ainda, que durante o segundo semestre de 2021, foram realizadas diversas trocas tanto com as atletas quanto com a CEO do time e que a cada conversa ficava mais evidente como o amor é capaz de transformar o que elas sonham em conquistas. “Entendemos, então, que essa parceria era, na verdade, uma união de essências. Por isso, conseguimos trabalhar com iniciativas 100% cocriadas e que as colocam no centro da ação", finaliza.

Dessa forma, o Boticário vai realizar uma série de iniciativas junto à equipe, com uma parceria que promete ser duradoura. “Nossa parceria vai muito além de uma exposição de logomarca, é uma construção em conjunto em que podemos ouvi-las e, principalmente, contribuir para que tenham ainda mais visibilidade, conectando também com nosso universo de beleza de forma orgânica”, reforça.

Segundo Pesquisa Game Brasil (PGB) 2021, sobre comportamento, consumo e tendências dos gamers na América Latina, 72% da população brasileira é gamer e mais da metade é composta por mulheres. “Somos uma marca de cosméticos que conversa com as mulheres há muito tempo. Sabemos os desafios a que somos submetidas todos os dias. Acolher mulheres que buscam seus sonhos com tamanha garra, é uma oportunidade de nos aproximarmos por meio de um propósito maior”, afirma Renata.

A empresa acredita que incentivar essa notoriedade, profissionalismo, treinamento e o crescimento do time feminino, contribui para um cenário mais inclusivo. Para Nicolle Merhy (ou Cherrygumms, como é conhecida no mundo gamer), CEO da Black Dragons E-sports, a parceria será um sucesso. “Nunca foi fácil conseguir patrocínio para a equipe, por muito tempo precisei apostar todas as minhas “fichas”.

Esse apoio para o time é essencial! Ele nos dá relevância e permite que a gente se prepare melhor para grandes campeonatos. Há muito tempo buscamos por uma parceria desse nível e o Boticário superou nossas expectativas. Nós realmente fizemos parte das conversas, cocriamos com eles, dividimos experiências. É muito mais que um patrocínio, é uma oportunidade única de mostrarmos nosso profissionalismo num segmento que tem tudo para se tornar ainda maior do que é. Além disso, me sinto muito à vontade e feliz de nos vincularmos a uma marca de beleza tão presente no nosso país, afinal, beleza sempre esteve presente na minha vida. A maquiagem me empodera, me dá autoestima pra avançar. Nossa parceria já começou com muitas vitórias, muitas ainda para serem divulgadas também, e eu tenho certeza de que estamos falando de uma parceria a longo prazo com muitas iniciativas revolucionárias para nós” comenta.

Campanha de lançamento
A parceria vai ter início com um filme produzido pela AlmapBBDO, intitulado “Espelho”. Serão 30 segundos que visam trazer as tensões vividas pelas atletas e o efeito do amor e da paixão pelo game. O filme traz a conexão entre os universos da beleza e dos games, com cenário que transita entre uma penteadeira e um set up gamer, com efeitos e transições que conectam os dois mundos. Com a assinatura “Amor pelo game. Isso é beleza”, a campanha traz as batalhas dentro e fora da tela, sempre lembrando que a paixão de cada uma delas é o combustível para movê-las adiante frente às muitas adversidades existentes no cenário. Para estrelar a campanha, Nicolle e Merhy e as atletas do Black Dragons entram em cena.

A campanha é uma cocriação entre Boticário, AlmapBBDO e Black Dragons, assim, Nicolle Merhy, CEO da equipe, bem como as outras atletas, participam estrelando a peça. “Para nós do Boticário, é fundamental que a campanha tenha a “cara” da equipe, que - de fato - reflita suas vulnerabilidades e forças, encontrando o caminho real que as representasse”, ressalta Renata.

A parceria ainda contará com um editorial fotográfico idealizado pela W3haus. Intitulado “Por Trás do Avatar”, o shooting será ambientado em um cenário futurista, onde as temáticas beleza e games se encontram, mostrando o amor que move as atletas de e-sport e toda sua potência, oportunidade perfeita de retratar a beleza da sinergia da equipe e a singularidade das atletas.

Pensando em se aprofundar na conversa com streamers, a W3 também vai criar um encontro no Spaces do Twitter e lives do Twitch, plataforma nativa dos gamers. Usando o popular formato “get ready with me”, elas vão jogar e se maquiar enquanto trocam com a comunidade. A ação conta, ainda, com o envelopamento de um novo espaço de treinamentos, além de uma estratégia de comunicação 360, incluindo podcast e conteúdos exclusivos.

Essa não é a primeira vez do Boticário no mundo Gamer...
Não é a primeira vez que o Boticário investe no universo gamer. Ano passado, a marca criou uma ativação dentro do Avakin Life. “Foi nossa primeira ativação exclusiva dentro do universo gamer e uma experiência que nos abriu oportunidades e colhemos muitos insights do consumidor gamer para agora darmos esse passo ainda maior. Além disso, o Boticário está sempre conectado com os movimentos de mercado e tendências e atento ao tema metaverso, que já é uma realidade e hoje ainda mais acelerada”, reforça Renata Gomide, que garante ainda que os consumidores já podem aguardar por novas ativações em breve.

As iniciativas também fazem parte de uma estratégia da marca em estar de forma mais relevante e personalizada na jornada do consumidor, considerando cada nicho de maneira diferenciada. “Os games, hoje, já atingiram status de mídia de massa e precisamos estar onde os nossos consumidores estão. Hoje, já temos um mindset analítico e data-driven. Com isso, precisamos entender com profundidade o público gamer, escutando ativamente a comunidade e, a partir dessa escuta, conectarmos nossas marcas com linguagem, produtos e serviços relevantes, conectando a audiência com a estratégia personalizada. Não podemos falar de evolução e construção de futuro do nosso negócio e da comunicação, sem estarmos conectados com os Gamers" – comenta Natalia Calixto – Diretora de Mídia, BI, CRM & Insights.

Conheça a Black Dragons!
O time foi fundado em 1997, por Denis Vidigal da Costa, conhecido como Pings, na franquia Quake. O que era apenas um hobby, se tornou em 2007 o primeiro campeonato mundial que a Black Dragons participou.

Em 2016, Nicolle Merhy, também conhecida como Cherrygumms, atual sócia e CEO da Black Dragons, assumiu seu espaço. Foi em 2016 com a entrada no Rainbow Six Siege que a equipe se destacou e cresceu no cenário de e-Sports nacional, principalmente por ter como atleta a única mulher participante dos campeonatos oficiais do jogo, criando um legado no cenário feminino de e-Sports e no cenário de games.

Com uma equipe contando com mais de 80 pessoas, incluindo atletas femininas, dezenas de títulos nacionais, 2 vice mundiais de Rainbow Six Siege e 2 mundiais de Crossfire e um de Point Blank, a Black Dragons foi uma das 3 indicadas ao título de Melhor Organização de eSports em 2017 e em 2018 foi finalmente eleita a melhor organização brasileira pelo prêmio Esports Brasil da SportTV.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Verão exige mais cuidados em procedimentos estéticos

 

No verão, devido as altas temperaturas, muitos cuidados devem ser redobrados. Como é o caso da depilação. Durante o procedimento com cera, a camada superficial da pele é retirada, deixando-a mais sensível, por isso, é necessário esperar pelo menos 48 horas para se expor ao sol.

A depiladora do Expert Beauty Hair, Silmara Fátima Calixto, dá dicas fundamentais. “Não é recomendado o uso de bronzeadores, hidratantes, óleos ou cremes que tenham álcool na sua composição após a depilação. É necessário esperar pelo menos 48 horas. Deve-se incluir no dia a dia a prática da esfoliação corporal, principalmente, nas regiões depiladas, mas suspender três dias antes da depilação e também dez dias depois. A água com cloro também pode causar alergia após a depilação, então é necessário esperar pelo menos 24 horas”.

A extensão de cílios também é um procedimento muito indicado no verão, momento que buscamos praticidade, seja para o dia a dia ou para a praia e/ou piscina. Porém, é necessário ter muito cuidado nos dois primeiros dias, para que a extensão dure e seus cílios continuem saudáveis. “Não se deve mergulhar ou nadar nas primeiras 48 horas após a aplicação dos cílios e respeitar esse intervalo de 24 horas sem molhar no banho ou pegar umidade. Estes são cuidados essenciais com as extensões de cílios, porque é o período necessário para a cola secar completamente. Uma dica para evitar que os cílios fiquem grudentos, é lembrar que quando sair da água do mar e da piscina, deve-se lavar o mesmo com água potável. Após esse período, use e abuse da sua extensão de cílios e realce ainda mais a sua beleza”, pontua a lash designer e maquiadora do Expert, Ingrid Vendramin.

Outra ótima dica para quem vai viajar e quer estar com as unhas sempre lindas e bem-feitas, é a esmaltação em gel. “A esmaltação em gel tem a durabilidade de duas a três semanas, auxiliando muito quem quer aproveitar bem a praia e o verão sem ter que se preocupar com a manutenção das unhas. A esmaltação em gel também pode ser aplicada nas unhas dos pés e duram até 30 dias em perfeitas condições. Lembrando que mesmo estando na praia, seu esmalte ficará intacto. Mesmo usando protetor solar, suas unhas tanto da mão como do pé, também continuarão intactas”, explica a manicure do Expert Beauty Hair, Fernanda Carla.

Outros cuidados importantes são:
1. Usar um produto com proteção UV para os cabelos;
2. Usar filtro solar diariamente;
3. Tratar os cabelos com uma máscara hidratante;
4. Beber muita água.

Domínio Solar evita que quase 4 mil toneladas de CO2 sejam emitidos na atmosfera


Mais do que uma tendência, a ESG já é uma realidade em diversas empresas do Brasil e a procura por energia limpa passou a ser motivada pela conscientização ambiental e não apenas pela economia financeira. Esta preocupação pode ser evidenciada no marco de 3838 toneladas de CO2 que os clientes da Domínio Solar (empresa integradora de soluções em energia) deixaram de emitir na atmosfera nestes seis anos de atuação. O número corresponde ao resultado de mais de 100 empresas e residências e equivale ao plantio de 16 mil árvores.

Segundo o CEO da Domínio Solar, César Augusto, a sustentabilidade virou um requisito na hora das pessoas escolherem um produto ou serviço. “O brasileiro está cada vez mais consciente da importância de preservar o meio ambiente, principalmente as novas gerações, como os Millennials e a Geração Z”, afirma.

O fato é que o impacto socioambiental passou a estar na lista de prioridades do consumidor, o que virou um grande motivador para as empresas investirem em energia limpa. A Domínio Solar, por exemplo, registrou um crescimento de 400% no número de clientes em 2021. Os financiamentos bancários também estão sendo grandes atrativos para as empresas se adequarem à esta tendência.

O CEO acrescenta que um dado que chama a atenção é que os clientes da Domínio Solar em 2021 foram, na maior parte, pequenas e médias empresas. “Isso mostra que o ESG está cada vez mais consolidado no país e que não é uma prática exclusiva dos grandes players do mercado”, destaca.

A Domínio Solar é responsável por todos os projetos de engenharia, assessoria na escolha das áreas e dos equipamentos, além do desenvolvimento do local de implantação, instalação, homologação nas concessionárias de energia e pós-vendas (monitoramento, limpeza e manutenção).

Projeto defende Educação para igualdade de gênero nas escolas públicas

Créditos: Envato

Em dezenas de ações, o Supremo Tribunal Federal (STF) já considerou inconstitucionais projetos de lei que visam proibir a Educação para a igualdade de gênero no Brasil. Discutir o tema nas escolas públicas é um direito dos estudantes. No Paraná, um projeto acadêmico traz canais de informações e denúncias, além de atendimento jurídico gratuito.

O trabalho é desenvolvido em um projeto de extensão da Universidade Positivo (UP), voltado ao acesso à Justiça. A parceria entre estudantes dos cursos de Direito e de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, a União Paranaense de Estudantes Secundaristas (UPES) e o Observatório das Escolas Militarizadas discute a “Litigância estratégica por uma Educação para a igualdade de gênero em escolas públicas do Paraná”.

A ideia é desmobilizar ataques à Educação comprometida com a igualdade de gênero e criar iniciativas para fomentar essa Educação, erroneamente chamada de “ideologia de gênero”. O projeto surgiu após a atuação da advogada Ligia Ziggiotti – doutora em Direitos Humanos e Democracia e mestre em Direito das Relações Sociais – em casos relacionados à liberdade de ensinar sobre o assunto em salas de aula. As demandas do movimento estudantil por igualdade de gênero em escolas incentivam o desenvolvimento de trabalhos científicos a respeito.

“Os estudantes de Direito fizeram pesquisas sobre legislação e jurisprudência aplicáveis ao tema. Após, houve a escuta da presidente da União Paranaense de Estudantes Secundaristas (UPES), Taís Carvalho, que nos repassou as principais demandas do movimento estudantil. Com os relatos, os estudantes de Sistemas de Informação criaram um folder digital, no site da UPES, com informações sobre o direito de aprender sobre gênero em instituições de ensino”, explica a advogada e coordenadora do projeto.

Ligia observa que a reprodução contínua da narrativa de que há uma “ideologia de gênero” em curso nas escolas brasileiras produz efeitos de retrocesso que transcendem as iniciativas legislativas. “Assim como a desestabilização das dinâmicas pedagógicas emancipatórias e a autoinibição de educadores, que preferem não explorar temáticas progressistas em salas de aula para evitarem medidas punitivas por parte de pais e de empregadores.”

Segundo a pesquisadora, a recente legislação que implementa a militarização de aproximadamente 200 escolas paranaenses “tem o potencial de acionar mencionada lógica de redução dos debates de igualdade de gênero em referidos espaços”.

O erro da “Escola Sem Partido”
Estudos mostram que o discurso político errôneo sobre o tema em salas de aula – chamado de Escola Sem Partido – foi intensificado em 2014, com a estruturação do Plano Nacional de Educação (PNE). Ele previa o debate de assuntos relacionados a gênero e sexualidade, mas com o objetivo de erradicar a discriminação.

A iniciativa, no entanto, foi distorcida por alguns parlamentares, que viram no PNE uma afronta ao modelo tradicional de família. “Com isso, várias legislações estaduais e municipais visam à proibição do debate em salas de aula, violando os direitos de igualdade, de liberdade de expressão, de cátedra, e de proteção a todos os modos de opressão da infância e da juventude”, destaca Ligia.

Denúncias
O próximo passo do projeto será desenvolver ferramentas para que estudantes possam denunciar abusos de violação dos direitos pela Educação para igualdade de gênero. “Em conversas com representantes da UPES, percebemos que um dos fatores que perpetua a violência de gênero nas escolas é a ausência de canais em que os estudantes possam relatar suas vivências”, revela Lygia Copi, doutora em Direito das Relações Sociais e uma das coordenadoras do projeto na Universidade Positivo.

“A ideia é que no próximo semestre seja inserido no folder digital um canal de denúncias. Por meio dele, estudantes que tenham vivenciado situações de violência de gênero - como homofobia, transfobia e assédio sexual - poderão contar com apoio jurídico especializado e gratuito”, conclui a docente.