sexta-feira, 24 de julho de 2026

Curitiba reforça protagonismo no turismo de negócios; indústria também amplia investimentos no interior do estado

 

RCI - Fabiana Leite, Diretora América do Sul

De acordo com o Panorama da Hotelaria Brasileira 2026, elaborado pela HotelInvest em parceria com o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), Curitiba registrou crescimento de 6,6% na receita por apartamento disponível (RevPAR) em 2025. O resultado foi impulsionado principalmente pelo avanço da diária média, reflexo da retomada dos eventos presenciais, feiras de negócios e do fortalecimento do turismo corporativo.

Além da capital, cidades como Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu seguem ampliando sua relevância dentro da estratégia nacional de investimentos em hospedagem. O movimento acompanha uma tendência identificada pelo estudo: 66% da nova oferta hoteleira prevista para o Brasil deverá ser implantada fora das capitais.

Paralelamente, o mercado de multipropriedade também demonstra sinais claros de amadurecimento. Segundo a décima edição do estudo Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil, produzido pela Caio Calfat Real Estate Consulting, o setor alcançou 224 empreendimentos em 99 cidades brasileiras, com VGV potencial superior a R$ 100 bilhões.

Caio Calfat, fundador da empresa que comemora 30 anos de atuação em 2026, destaca que, de modo geral, o estudo confirma um mercado consolidado, assim como o próprio relatório, que trará novidades em sua edição 2027. “Acompanhamos a evolução do setor a partir de diferentes perspectivas e impactos, entre os quais estão crises econômicas, políticas, pandemia, crescimento, retração e recuperação da indústria. Vamos iniciar uma nova década com um novo estudo, um modelo que observa e analisa todas essas frentes”, diz.

Para João Cazeiro, diretor de Desenvolvimento da Livá Hotéis & Resorts, “a indústria do turismo continua crescendo e, neste cenário, o fomento e o desenvolvimento de equipamentos turísticos na hospitalidade também, o que inclui a multipropriedade nas várias regiões do País, especialmente no Nordeste, Sul e Sudeste, onde teremos aberturas ainda este ano, além de prospecções avançadas em estados como Bahia, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo”, diz.

Já Maria Carolina Pinheiro, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Wyndham Hotels & Resrts para a América Latina, "a multipropriedade entra em uma nova etapa de desenvolvimento, em que gestão, governança e eficiência operacional passam a ser tão importantes quanto a localização ou a qualidade do empreendimento. Nesse contexto, uma marca internacional agrega diferenciais relevantes ao conectar o ativo a uma plataforma global de distribuição, tecnologia, inteligência comercial e padrões reconhecidos mundialmente. Isso amplia a competitividade dos projetos, fortalece a confiança dos consumidores e contribui para o desenvolvimento sustentável dos destinos turísticos onde esses empreendimentos estão inseridos."

Para Alejandro Moreno, vice-presidente de Turismo da ADIT Brasil, “o crescimento da propriedade compartilhada nos últimos anos foi extremamente relevante, mas o que vemos agora é uma mudança importante de ciclo. O setor entra em uma fase de maturidade, em que governança, gestão e eficiência passam a ser determinantes para a sustentabilidade dos projetos. Nesse contexto, a ADIT Brasil tem atuado de forma consistente para potencializar esse fortalecimento, conectando o mercado, promovendo boas práticas e funcionando como uma verdadeira bússola para o desenvolvimento do segmento no País.”

De acordo com Fabiana Leite, diretora de desenvolvimento de negócios da RCI para a América do Sul, "os números confirmam uma mudança importante no comportamento do viajante brasileiro. As pessoas continuam valorizando os destinos nacionais, mas querem viajar com mais frequência, explorar novos lugares e fazer isso de maneira planejada. Nesse cenário, o timeshare assume um papel cada vez mais estratégico, porque oferece previsibilidade, flexibilidade e acesso a uma rede global de experiências. Mais do que garantir hospedagem, ele amplia as possibilidades de viagem e acompanha uma nova forma de consumir turismo, muito mais conectada ao planejamento de longo prazo e à busca por qualidade de vida."

Conselho de Biomedicina trabalha pela valorização e inclusão dos profissionais em concursos nos municípios paranaenses


Com o objetivo de debater a inclusão do cargo de biomédico nos próximos concursos públicos locais os diretores do Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6) iniciaram uma série de visitas estratégicas a lideranças de saúde em diversos municípios paranaenses.

A iniciativa busca apresentar as contribuições fundamentais da categoria para a saúde coletiva, além de pautar a valorização profissional e o fortalecimento dos serviços prestados diretamente à comunidade.

A Autarquia Federal, com jurisdição no Paraná, representa mais de 7.700 biomédicos habilitados, que atuam em mais de 30 áreas da saúde. O papel do profissional de biomedicina tem se mostrado estratégico dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), com intervenções cruciais em setores de diagnóstico laboratorial, vigilância epidemiológica, pesquisa científica, inovação tecnológica e gestão hospitalar, impactando positivamente a eficiência do atendimento público.

"Os resultados da ação já são sentidos com a inclusão em concursos da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA) e no recém aberto concurso para o município de Ponta Grossa, nos Campos Gerais", explica a presidente do CRBM6, biomédica Daiane Pereira Camacho.

Precedente histórico no funcionalismo estadual
O movimento de interiorização do CRBM6 ganhou força impulsionado por vitórias recentes e inéditas na esfera estadual. Pela primeira vez na história, a carreira foi integrada ao quadro oficial da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA). A oportunidade foi consolidada por meio do certame organizado pela Fundação Fafipa (Edital nº 265/2025), que disponibilizou vagas destinadas à função de Promotor de Saúde Profissional, sob o regime estatutário.

As vagas foram distribuídas entre as Macrorregionais de Saúde do Estado, abrangendo níveis técnico e superior, com remunerações iniciais estabelecidas entre R$ 4.231,60 e R$ 7.616,88. O avanço administrativo foi respaldado pela sanção da Lei nº 21.356 pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, que formalizou a inserção da biomedicina na estrutura de carreiras do funcionalismo público estadual.

“Essa legislação inseriu o biomédico nos quadros públicos do Paraná, uma demanda que nossa classe reivindicava há anos. Foi uma jornada longa. Essa vitória ficou marcada na história da biomedicina paranaense, demonstrando a união, o diálogo e a garra do Conselho em prol do reconhecimento do trabalho na ciência, no ensino, na pesquisa e na extensão”, explica a biomédica e presidente do CRBM6, Daiane Pereira Camacho.

Vagas em macrorregionais e concurso em Ponta Grossa
A descentralização das vagas nas macrorregionais do Paraná comprova a relevância técnica dos biomédicos para compor as equipes multiprofissionais do SUS.

Outra marca recente alcançada pela categoria foi a inclusão do cargo no Concurso Público da Prefeitura de Ponta Grossa (Edital nº 003/2026), com vencimentos que alcançam R$ 4.654,05 e período de inscrições ativo até o dia 10 de agosto de 2026.

Metas para o futuro da biomedicina paranaense
A liderança do CRBM6 reforça que o trabalho de articulação política e institucional persistirá até que a assistência biomédica esteja universalizada na rede pública paranaense. A intenção é transformar as recentes conquistas em uma política contínua de contratação que beneficie tanto a comunidade acadêmica e profissional, quanto a população dependente dos serviços de saúde.

“Queremos biomédicos atuando nos 399 municípios do estado e continuaremos trabalhando com afinco para que isso se concretize. Além de expandir o mercado de trabalho, essas conquistas fixam marcos essenciais para os próximos concursos municipais no Paraná, atestando a capacidade científica e estratégica do biomédico na saúde pública”, complementa a presidente do CRBM6, Daiane Pereira Camacho.

Lei de Improbidade Administrativa: saiba o que muda na fiscalização do dinheiro público


Cinco anos após a entrada em vigor da reforma da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 14.230/2021), o debate sobre os efeitos das mudanças na fiscalização do dinheiro público continua mobilizando juristas e gestores públicos.

Em decisões recentes, o Supremo Tribunal Federal (STF) validou pontos centrais da legislação, especialmente a exigência de comprovação de dolo para a condenação por improbidade, e trouxe à tona outra discussão: ficou mais difícil responsabilizar agentes públicos por irregularidades?

Para o advogado Lucas Fernando Ferri Cenci, especialista em Direito Administrativo pela Escola Paranaense de Direito, a resposta exige uma análise mais aprofundada do que simplesmente classificar a legislação como mais rígida ou mais permissiva.

"A avaliação após cinco anos de vigência da reforma é positiva. Hoje se exige que o agente tenha agido com verdadeira má-fé para que seja configurada a improbidade administrativa", explica.

A mudança mais significativa promovida pela reforma foi a exclusão da chamada improbidade culposa, situação em que o agente poderia ser responsabilizado mesmo sem intenção de causar prejuízo. Com o entendimento consolidado pelo STF, a condenação por improbidade depende da comprovação de que houve vontade consciente de praticar o ato ilícito.

Para a advogada Fernanda Conto Guimarães, pós-graduada em Direito Administrativo pela Escola Paranaense de Direito, a alteração tornou o enquadramento mais técnico e elevou o nível de exigência das acusações.

"Não basta apontar uma irregularidade formal ou um resultado danoso. É necessário demonstrar que houve vontade livre e consciente de praticar o ato e uma finalidade ilícita específica", explica.

Erro ou corrupção?

A exigência de comprovação do dolo tem provocado um dos debates mais relevantes do Direito Administrativo: como distinguir um erro grave de um ato de improbidade?

Com experiência nas áreas do Direito Administrativo, Eleitoral e Cível, Lucas Cenci explica que o erro administrativo grosseiro ainda é uma conduta passível de responsabilização, mas não necessariamente pela via da improbidade.

"O erro grosseiro ocorre quando há elevado grau de negligência, imprudência ou imperícia. Já a improbidade pressupõe desonestidade e a intenção deliberada de alcançar um resultado ilícito", afirma o advogado do escritório Arraes & Carboni.

Na prática, a mudança altera a forma como órgãos de controle, Ministério Público e tribunais analisam a atuação de agentes públicos. Segundo Fernanda Conto, a reforma corrige excessos que marcaram a aplicação da legislação anterior.

"Em muitos casos, os agentes públicos eram punidos por falhas decorrentes de deficiências estruturais da própria administração pública, mesmo sem prejuízo ao erário ou violação de princípios fundamentais da gestão pública", observa a advogada do escritório Zornig e Andrade.

Fim do “apagão das canetas”

Entre os argumentos usados para justificar a reforma na Lei de Improbidade Administrativa está a necessidade de combater o chamado "apagão das canetas". Segundo Cenci, a legislação anterior permitia que erros administrativos fossem tratados com o mesmo rigor aplicado a casos de corrupção.

"Por medo da responsabilização, muitos gestores deixavam de tomar decisões importantes, mesmo quando agiam de boa-fé. Isso acabava impactando o funcionamento da própria administração pública", observa o especialista, que reforça: “A Lei de Improbidade, com as alterações realizadas em 2021, visa punir o gestor desonesto e corrupto, e não o inábil.”

De acordo com Fernanda Conto, a exigência do dolo específico trouxe maior segurança jurídica para os gestores. "O medo de responder por improbidade levou muitos agentes a uma postura de omissão deliberada. Preferia-se não agir a correr o risco de ser responsabilizado, o que levou a um engessamento da administração pública e afetou a execução de muitas políticas públicas", afirma.

O que o STF ainda precisa decidir

Embora o Supremo tenha validado pontos centrais da reforma, o julgamento sobre a constitucionalidade da nova Lei de Improbidade ainda não foi totalmente concluído.

Entre os temas pendentes está a discussão sobre a chamada prescrição intercorrente de quatro anos. Esse mecanismo poderá extinguir ações durante sua tramitação caso alguns critérios não sejam cumpridos por determinado período.

Segundo Lucas Cenci, a decisão sobre esse ponto deve produzir impactos significativos. "Se a constitucionalidade desse prazo for confirmada, milhares de ações de improbidade atualmente em andamento poderão ser extintas", diz.

Outro tema que ainda estava em debate e que envolvia a perda da função pública, foi retomado no dia 24/06/2026. Na oportunidade, o Plenário do STF decidiu que o agente condenado na ação de improbidade administrativa deverá perder todas as funções públicas. Excepcionalmente e fundamentadamente, o juiz poderá deixar de aplicar a perda a uma ou outra função pública específica, considerando as circunstâncias do caso e a gravidade da infração.

Debate continua aberto

Para os especialistas, a reforma não representa uma flexibilização no combate à corrupção, mas uma redefinição dos critérios de responsabilização.

"Os gestores desonestos continuam alcançados pela lei. O que mudou foi a proteção de quem, no exercício legítimo da função pública, eventualmente comete erros de execução sem agir com intenção ilícita", comenta Fernanda Conto.

O advogado Lucas Cenci concorda. Para ele, a discussão sobre a reforma não deve ser tratada como uma escolha entre proteger ou não o dinheiro público, mas como uma tentativa de encontrar equilíbrio entre fiscalização e segurança jurídica.

"A proteção do patrimônio público continua sendo essencial, mas também é necessário garantir que gestores tenham condições de tomar decisões sem o receio de que qualquer erro, cometido sem intenção, seja automaticamente interpretado como improbidade administrativa", conclui.

Curitiba sedia o 43º Congresso Brasileiro de Reumatologia

Entre os dias 2 e 5 de setembro, Curitiba será sede do 43º Congresso Brasileiro de Reumatologia. Promovido pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) e a Sociedade Paranaense de Reumatologia (SPR), o evento é o principal encontro científico da especialidade na América Latina reunindo médicos, pesquisadores, profissionais da saúde e estudantes de diversas regiões do Brasil e do exterior para discutir os avanços mais recentes no diagnóstico, tratamento e cuidado integral das doenças reumáticas.

A edição de 2026 terá como destaque uma programação científica multidisciplinar, conectando inovação tecnológica, medicina personalizada, envelhecimento populacional, saúde mental, imunologia, prevenção e qualidade de vida. “O congresso também amplia o debate sobre os impactos sistêmicos das doenças reumáticas, abordando desde riscos cardiovasculares e fragilidade óssea até sofrimento psíquico, sedentarismo e doenças autoimunes raras na infância”, afirma Dr. José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

“Contamos com uma programação científica multidisciplinar excepcional nesta edição do evento, elaborada com absoluta dedicação, reunindo os maiores nomes da reumatologia internacional e do cenário brasileiro, entre médicos, pesquisadores e professores. Esperamos que cada conferência, mesa-redonda e atividade social contribua para o crescimento profissional e pessoal dos participantes”, destaca Dra. Carolina Müller, presidente do Congresso e da Sociedade Paranaense de Reumatologia (SPR).

Especialistas vindos de países como Alemanha, França, Reino Unido, Turquia, Colômbia e Filipinas participarão do congresso, fortalecendo o intercâmbio científico internacional, além de renomados conferencistas do Brasil, que discutirão os mais recentes avanços da especialidade em uma programação diversificada e dinâmica. A programação completa do evento está disponível em https://sbr2026.com.br/

Para a diretora científica da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Dra. Licia Mota, um dos principais avanços dos eventos promovidos pela entidade é a consolidação de uma programação científica multidisciplinar. “A integração entre diferentes especialidades é fundamental para o manejo das doenças reumáticas autoimunes e crônicas”, ressalta a especialista.

Entre os muitos destaques da programação está a mesa-redonda “Artrite reumatoide além das articulações: riscos e comorbidades”, que discutirá como a doença inflamatória pode afetar diferentes sistemas do organismo, aumentando o risco cardiovascular, a ocorrência de osteoporose, fadiga crônica, depressão e outras condições associadas. Outro tema destacado será a Conferência Nacional “Vacinação nas doenças reumáticas imunomediadas: Recomendações da SBR 2025”, dedicada às estratégias de imunização de pacientes imunossuprimidos, com especialistas que discutirão a segurança vacinal, prevenção de infecções e atualização dos protocolos recomendados.

A interface entre reumatologia e infectologia também ganha protagonismo na programação com a mesa-redonda “Flare ou fake? infecções que mimetizam doenças reumáticas” abordará situações clínicas em que infecções podem ser confundidas com atividade inflamatória das doenças autoimunes, um desafio frequente na prática médica. Complementando o tema, o ReumaFights “Pensando em infecção, o corticoide é o maior vilão?” promoverá um debate sobre o papel dos corticosteroides no aumento do risco infeccioso em pacientes reumáticos.

O congresso também abrirá espaço para discussões sobre medicina personalizada e terapias de precisão. No ReumaFights “Biomarcadores guiando a escolha e a manutenção do biológico”, especialistas debaterão como marcadores laboratoriais e moleculares vêm auxiliando a tomada de decisão terapêutica, permitindo tratamentos mais individualizados e eficazes. Questões relacionadas ao comportamento e ao estilo de vida também estarão no centro das discussões científicas. O SBR Talks “Sedentarismo, o pesadelo da modernidade – estratégias de combate” discutirá os impactos da inatividade física sobre inflamação, dor, perda muscular e incapacidade funcional. Já a Roda Viva “Dor crônica e sofrimento psíquico: abordagem prática” abordará a relação entre dor persistente, ansiedade, depressão, distúrbios do sono e qualidade de vida, reforçando a importância do cuidado multidisciplinar.

A inovação tecnológica terá abordagem especial no painel “O futuro é agora”, reunindo especialistas para debater aplicações de realidade aumentada, inteligência artificial, impressão biológica e o conceito de “gêmeos digitais” na prática clínica. Entre os temas apresentados estarão “O Reumatologista em realidade aumentada: da contagem articular ao algoritmo”, “Antes da infusão, a simulação: o conceito de gêmeos digitais já se aplica à reumatologia?” e “Articulações sob medida: da visão em 3D à impressão biológica”. O painel também discutirá os impactos da relação entre médico, inteligência artificial e paciente na medicina contemporânea.

Ao todo, serão 39 mesas redondas, 10 conferências internacionais, 31 conferências nacionais, 12 Roda Viva, 10 SBR Talks, 12 Reumafights, 14 Temas livres (dentro de conferências) e 12 cursos pré-congresso.

Programação paralela:

Encontro Nacional de Pacientes Reumáticos 2026
No dia 2 de setembro, o Congresso Brasileiro de Reumatologia abrirá espaço para a realização do 11º Encontro Nacional de Pacientes e do 63º Curso de Educação em Saúde sobre Doenças Crônicas, eventos específicos, gratuitos, e voltados a pacientes, familiares, profissionais de saúde e o público em geral, para apresentar e discutir informações atuais e de qualidade, esclarecer dúvidas e orientar pacientes reumáticos nas suas mais diversas condições e doenças, além de foco em comunicar dados para fomentar políticas públicas.

A abertura do 11º Encontro Nacional de Pacientes será conduzida pelo presidente da SBR, Dr. José Eduardo Martinez, e pela coordenadora da Comissão de Relação com Pacientes da SBR, Dra. Wanda Heloisa Ferreira.

Seara consolida estratégia para reposicionar carne suína no Brasil

 

A Seara, da JBS, está consolidando uma mudança estrutural no mercado brasileiro de carne suína ao avançar sobre um dos principais gargalos da categoria: a ausência de marca e padronização no ponto de venda. Combinando inovação de portfólio, inteligência de mercado e transformação do varejo, a companhia já captura mais da metade da receita do segmento com um modelo baseado em valor agregado.

O movimento ocorre em um momento de crescimento consistente do consumo. A carne suína deve atingir 19,5 kg per capita no Brasil, consolidando-se como uma das proteínas que mais avançam no país, presente hoje em 93% dos lares. Ainda assim, cerca de 80% do volume vendido em açougues segue sem identificação de marca ou procedência, espaço que a Seara tem ocupado com uma estratégia estruturada para descomoditizar a categoria.

No Paraná, a Seara conta com operação de suínos em Carambeí. Presente em 11 municípios do estado, a JBS conta com uma infraestrutura formada por 16 fábricas, cerca de 14 mil colaboradores e mais de 1,6 mil produtores integrados.

João Campos, presidente da Seara, avalia que o crescimento recente do consumo abre espaço para uma nova fase, em que qualidade percebida, conveniência e confiança passam a orientar a decisão de compra. “O brasileiro redescobriu a carne suína, e o nosso objetivo é liderar essa nova fase. Investimos na inovação para oferecer soluções de consumo, aliando qualidade à praticidade exigida pelo dia a dia”, afirma.

No centro dessa estratégia está o Açougue Suínos Seara Reserva, programa estruturado para transformar o ponto de venda e profissionalizar o varejo. A iniciativa atua sobre gargalos históricos do setor, como falta de padronização, perdas operacionais e escassez de mão de obra qualificada, e combina capacitação, consultoria técnica e fornecimento de produtos certificados.

Presente em mais de 1.300 lojas, dentre elas varejistas paranaenses como Condor, Festival, Jacomar, Amigão e Viscardi, e apoiado por uma rede de mais de 130 consultores, o programa registra 93% de retenção entre os clientes e vem sustentando ganhos de margem, redução de perdas e aumento de fluxo nas lojas. Na prática, funciona como uma alavanca de crescimento para o varejo e, ao mesmo tempo, como uma plataforma de inteligência para a indústria.

Além do impacto operacional, o Açougue Suínos Seara Reserva se consolidou como um ativo estratégico para a companhia, ampliando a previsibilidade de demanda, fortalecendo a fidelização do varejo e funcionando como canal de testes e inteligência de mercado.

“Nosso foco é liderar a evolução da carne suína no Brasil, saindo de um mercado pouco diferenciado para um modelo baseado em marca, padronização e valor agregado. O Açougue Suínos Seara Reserva é um ativo estratégico nesse movimento, porque conecta indústria e varejo, melhora a eficiência da cadeia e cria uma experiência de compra mais qualificada para o consumidor”, afirma João Victor Bobsin, diretor executivo comercial da Seara.

Em paralelo, a Seara acelera a inovação no portfólio para capturar novas ocasiões de consumo. Produtos diferenciados, como cortes porcionados, itens temperados e soluções prontas para preparo em forno ou air fryer, já representam 49% da receita da categoria, com meta de chegar a 60% até 2027.

A companhia também aposta na valorização de cortes premium, como prime rib suíno e medalhões de filé mignon suíno, além de linhas como Suculentíssimo e Seara Reserva, voltadas a conveniência e maior valor agregado.

Ao combinar marca, inovação e transformação do ponto de venda, a companhia avança para capturar o crescimento da categoria e consolidar sua posição em um dos mercados mais promissores do setor de alimentos no Brasil.