segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Outubro Rosa: doença poderia ser evitada com adoção de hábitos simples

 

Entre 80% e 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas, isto é, às mudanças provocadas no meio ambiente pelo ser humano, aos hábitos e aos estilos de vida, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Todas podem aumentar o risco de várias doenças, entre elas, o câncer de mama – amplamente debatida durante o Outubro Rosa.

Esse é o tipo de tumor mais diagnosticado e a principal causa de morte entre mulheres em todo o mundo, com quase 700 mil óbitos estimados somente para este ano, conforme dados do INCA. Os altos índices também reforçam um novo marco. Relatório recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o câncer de mama se tornou o mais comum do mundo, superando o de pulmão, que foi, por anos, o primeiro do ranking.

No entanto, mesmo com 2,3 milhões de casos novos estimados somente em 2020, o que representa 24,5% dos casos novos em mulheres, esse tipo de câncer, assim como outros, pode ser evitado com mudanças simples de hábitos. Praticar exercícios físicos regularmente, ter uma alimentação saudável, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, amamentar e evitar o uso de hormônios sintéticos, por exemplo, poderiam reduzir em até 30% o número de novos casos.

Cuidados com a alimentação ajudam a evitar a doença

De acordo com Melissa Carpi, gerente pesquisa e desenvolvimento da Jasmine Alimentos, uma das principais recomendações para evitar o problema é o consumo diário de alimentos como grãos e cereais integrais (arroz, aveia, etc.), linhaça, chia, red berries, sementes, mixes de castanhas, legumes, verduras, frutas e leguminosas, além da limitação de alimentos processados ricos em gordura, amidos ou açúcares e da redução do consumo de proteína animal no geral. “Essas orientações visam controlar o ganho de peso excessivo e a obesidade, fatores de risco para qualquer tipo de câncer, inclusive, o de mama”, diz ela.

Outro ponto importante ligado à boa alimentação está no tratamento de quem foi diagnosticado com a doença. Mulheres que tratam o câncer de mama, por exemplo, seja com cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia ou terapia biológica (terapia-alvo), também devem ter uma alimentação controlada e balanceada, rica em vitaminas, minerais, fibras, proteínas e carboidratos de qualidade, junto a uma boa hidratação. “O tratamento de câncer com quimioterapia e radioterapia pode afetar o estado nutricional de forma progressiva e comprometer a qualidade de vida do paciente. Além disso, algumas mudanças podem ser observadas no paladar, no olfato, no apetite e na capacidade do paciente em se alimentar ou absorver os nutrientes dos alimentos, levando a uma possível desnutrição”, explica a nutricionista consultora da Jasmine Alimentos, Karla Maciel.

A profissional também destaca que cada tipo de câncer responde melhor a um tratamento e demanda um padrão alimentar específico, devendo ser avaliado individualmente, em conjunto com o profissional de nutrição. É importante ressaltar que uma alimentação deficitária pode resultar em perda de massa magra, e criar um risco maior de infecções, complicações pós-cirúrgicas e, consequentemente, mais tempo em hospitais. Assim como o contrário: o aumento de gordura no organismo traz como resultado a chance de o problema voltar a acometer o paciente, ou ainda, desenvolver um segundo câncer.

Entenda o câncer de mama
O problema ocorre pela produção desordenada de células nos seios, gerando células anormais, que se multiplicam, formando um tumor. Há vários tipos de câncer de mama, o que faz com que a doença evolua de diferentes formas; algumas com desenvolvimento rápido, outras mais lento. Esse tipo é o mais comum entre as mulheres, mas também pode acometer os homens, sendo raro e representando apenas 1% do total de casos da doença.

Dentre os fatores de risco estão os ambientais e os comportamentais, como sobrepeso, sedentarismo e consumo de álcool; os hormonais ou de histórico reprodutivo, como primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter filhos, menopausa após os 55 anos, uso de contraceptivos hormonais e reposição hormonal; e os genéticos ou hereditários, como histórico de casos de câncer de mama na família, alterações genéticas, histórico familiar de câncer de ovários, entre outros. Outro fator de risco é a idade: cerca de quatro entre cinco casos ocorrem após os 50 anos.

No entanto, de todos os desafios relacionados ao câncer de mama, a detecção precoce e a prevenção são unanimidade entre os médicos. Por isso, a campanha do Outubro Rosa, criada nos Estados Unidos em 1990 e, atualmente, um dos projetos de conscientização em saúde mais bem-sucedidos no mundo, é tão importante.

Alimentos que ajudam a prevenir o câncer de mama
Confira abaixo cinco alimentos que ajudam a prevenir o câncer de mama:

Chia
Rica em fibras, a chia ajuda a reduzir a absorção de gordura e evita a formação de substâncias tóxicas no intestino, incluindo moléculas cancerígenas. Além disso, essa semente contém ômega-3, um ácido graxo com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, combatendo assim os efeitos danosos dos radicais livres e prevenindo vários tipos de câncer, inclusive o de mama.

Linhaça
Assim como a chia, a linhaça dourada e a linhaça marrom oferecem fibras e ômega-3 e, dessa forma, ajudam a prevenir o câncer de mama e outros tipos de neoplasias. Contudo, a linhaça se destaca pela presença de lignana, uma substância que atua diretamente nas células cancerosas.

Castanhas e outras sementes oleaginosas
As castanhas em geral, como amêndoas, avelãs, castanha-de-caju, castanha-do-pará e nozes, são fontes de vitamina E, que também possuem ação antioxidante. Ela atua em conjunto com a vitamina C, aumentando ainda mais o combate aos danos causados pelos radicais livres. Além disso, a castanha-do-pará se destaca por fornecer selênio, um mineral necessário para o bom funcionamento das defesas do organismo e para o controle do processo de divisão celular, que é especialmente importante para a prevenção do câncer.

Frutas vermelhas
A cor típica de frutas como amora, cranberry, cereja, blueberry, framboesa e morango se deve à presença de antocianinas, pigmentos da classe dos flavonoides. Essas substâncias têm propriedades antioxidantes, ou seja, são capazes de combater os danos causados pelos radicais livres – moléculas que atacam o DNA das células e provocam erros que podem levar ao câncer de mama e a outros tipos de tumores.

Soja e outras leguminosas
Leguminosas, como ervilha, lentilha e grão-de-bico, contêm isoflavonas, mas é a soja que tem o teor mais elevado dessas substâncias, pertencentes à classe dos fitoestrógenos. As isoflavonas têm uma estrutura química semelhante à do estrogênio, um dos principais hormônios femininos. Por isso, elas conseguem se ligar aos receptores desse hormônio e “roubam” seu lugar. Como alguns tipos de câncer de mama crescem ainda mais na presença de altos níveis de estrogênio, as isoflavonas da soja ajudam a combater seu desenvolvimento ao bloquear a ação desse hormônio sobre os tumores.

5 benefícios da gamificação no aprendizado

 

Jogo "Charadas do Corpo Humano", do Sistema de Ensino Aprende Brasil, ensina localização e função dos órgãos - Créditos: Divulgação



Ainda corriam os anos de 1940 quando os primeiros protótipos de videogames começaram a ser criados pelo mundo. Simples e, muitas vezes, restritos a cientistas que frequentavam os laboratórios das universidades, eles nem de longe davam pista da revolução que esse tipo de conteúdo provocaria na sociedade contemporânea. Dos fliperamas que viraram febre a partir dos anos de 1970 aos jogos hiper realistas que inundam as telas de celulares atualmente, os games passaram a ser uma importante ferramenta de comunicação com crianças e adolescentes, inclusive na educação.

Segurar a atenção de estudantes que têm todas as possibilidades do mundo na palma da mão pode ser uma missão complexa para professores. Para o coordenador de conteúdo digital do Aprende Brasil, Cassiano Novacki, “um dos desafios mais importantes dos nossos tempos é encontrar formas de tornar o aprendizado uma atividade divertida. A união da educação com a tecnologia colabora com o desenvolvimento do aprendizado por meio do uso de canais sensoriais. Por isso usamos vídeos, músicas e elementos interativos. Incorporar elementos das redes sociais e dos jogos on-line ao ensino é fundamental para vencer a disputa pela atenção das crianças e adolescentes”.

Diálogo
Se o diálogo intergeracional é difícil, os games podem contribuir de forma significativa para que esse abismo seja transposto. Isso porque eles são um ponto de interesse comum entre estudantes e professores que trabalham com gamificação. O mestre, historiador e pós-graduado em Games Rodrigo Ayres de Araújo, conhecido no mundo virtual como "Barão do Pirapora", conta que esse diálogo foi a primeira coisa que chamou sua atenção para os jogos eletrônicos. “Eu tive um aluno que não era muito bom em História. Um dia, em uma conversa, perguntei o que ele gostava de fazer e ele me disse que adorava jogar Final Fantasy, que é um RPG. Ele sabia tudo sobre o jogo, que tem uma história muito complexa. Então percebi que, se queria me aproximar dele, precisaria dar um jeito para que a História fosse tão interessante quanto o jogo”. Essa troca de conhecimentos sobre diferentes áreas é um fator fundamental para trabalhar com a gamificação em sala de aula.

Engajamento
Apresentar conteúdos didáticos em formatos inovadores foi uma prática absolutamente necessária ao longo do último ano, com as aulas on-line, mas já não é nenhuma novidade. São muitos os profissionais da educação que já notaram que esse recurso ajuda a prender a atenção dos estudantes, que podem absorver melhor o que está sendo ensinado. A coordenadora do Núcleo São Paulo da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa, Gislaine Batista Munhoz, conta que notou, há muitos anos, que os games podiam ser aliados para garantir mais engajamento das crianças e adolescentes. “Comecei a conversar com os estudantes e percebi que muitas vezes eles iam para a escola para brincar nos joguinhos disponíveis nas redes sociais e em outros sites e aplicativos. Isso faz parte da vida deles, então tem um potencial muito grande para contribuir em sala de aula”, afirma.

Coletividade e responsabilidade
Embora vários games sejam de competição entre jogadores, a fase de desenvolvimento deles envolve muita colaboração. Araújo ressalta que, quando propõe um novo game, costuma distribuir as funções entre os alunos, de modo que cada um fica responsável por uma parte do trabalho. E, mesmo que as funções sejam individuais, o resultado final depende do bom funcionamento do grupo como um todo. Isso estimula o senso de coletividade e responsabilidade entre as crianças e adolescentes.

Imersão nos conteúdos
Qualquer que seja a disciplina em que a gamificação é inserida, ela gera instantaneamente uma necessidade: mergulhar no assunto que será tema do jogo. Antes de desenvolver qualquer coisa, os estudantes precisam se aprofundar no conteúdo e entender detalhes específicos sobre ele. “Os games permitem uma complexidade do conhecimento que não estamos acostumados a trabalhar na escola. Eles geram identificação, provocam paixão e ajudam a trabalhar com diferentes hipóteses e pontos de vista”, diz Gislaine.

Para Araújo, todo o processo oferece oportunidades para ampliar o aprendizado. “Eles conseguem aprender habilidades que competem à Língua Portuguesa, Geografia, Matemática, Artes. Lendo sobre os temas, eles passam a ter mais perspectiva porque praticam a imersão. É como se entrassem naquele ambiente para poder criar”.

Aprendizado lúdico
Motivação é uma das palavras-chave para entender o poder dos jogos no ensino. Gislaine destaca que o desafio de criar um game é, por si próprio, um motivador. “Você mobiliza o estudante a procurar conhecimentos para viabilizar o projeto. Ele é protagonista e autor da ação. Por isso, trabalhamos sempre conteúdos que as crianças curtem, fazendo conexões com o que precisamos que elas aprendam. Assim, aprender se torna muito mais lúdico”, finaliza.

Gislaine e Rodrigo estão juntos no episódio 30 do podcast PodAprender, cujo tema é “Gamificação da Pedagogia. Como os jogos podem auxiliar no processo de aprendizagem?”. Todos os episódios do PodAprender estão disponíveis no site do Sistema de Ensino Aprende Brasil (sistemaaprendebrasil.com.br), nas plataformas Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts e nos principais agregadores de podcasts disponíveis no Brasil.

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Primavera: saiba quais são as doenças e alergias mais comuns e como evitá-las

 

Crédito: Pixabay

Coriza, espirros, coceiras no nariz, olhos e garganta. Esses são alguns dos sintomas que um alérgico costuma sentir na primavera. Nem é preciso o anúncio da estação mais florida e colorida do ano para quem sofre com alergias respiratórias. A beleza das flores e plantas também carrega os pólens pelo ar, que são responsáveis por provocar algumas doenças durante essa época do ano.


Segundo o otorrinolaringologista e professor de Medicina da Universidade Positivo, Vinicius Ribas Fonseca, nesse período do ano, principalmente no Sul do país, há um número maior de plantas da família das Gramíneas, principalmente o Azevém, que libera muito pólen e, por isso, a alergia que mais costuma aparecer é a respiratória, que causa a rinite. “Os principais sintomas são os espirros, coceiras no nariz, nos olhos, na garganta, nariz trancado e também uma dificuldade maior de respirar”, explica. Ele lembra que alguns sintomas podem ser parecidos com os da covid-19, mas são poucos, já que no quadro de alergia não se enquadram tosse, febre, dores no corpo nem sintomas gastrointestinais.

De acordo com o professor, para o tratamento de qualquer tipo de alergia é preciso reconhecer e se afastar do alérgeno que causa o mal-estar. “Caso você não possa se afastar da substância causadora da alergia, o tratamento é feito com antialérgicos, corticóides nasais e uso de soro fisiológico nasal, e também o tratamento preventivo com algumas medicações que ajudam a diminuir a intensidade da crise, além das vacinas”, aponta Fonseca.

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cerca de 30% dos brasileiros têm algum tipo de alergia, sendo que, aproximadamente 20% são crianças. “Existe uma variedade muito grande de patologias respiratórias em crianças e bebês durante essa época do ano. Além da rinite alérgica há os vírus sazonais, adenovírus, rinovírus, vírus sinciciais respiratórios, e também o coronavírus, entre outros”, comenta Fonseca. Nesses casos, o professor recomenda fazer lavagens nasais, evitar o contato com outras crianças infectadas, hidratá-las bastante, além de garantir uma boa alimentação com vitaminas e proteínas suficientes para fortalecer o sistema imunológico da criança.

Segundo Fonseca, além dos fatores como o ambiente, estações do ano e mudança de clima, os fatores genéticos também influenciam nos casos alérgicos. “Existe uma tendência genética relacionada à alergia, então, crianças com pais com rinite alérgica têm mais chances de ter rinite. Por isso, quando chega essa época há uma conjunção de fatores para o aparecimento de sintomas alérgicos”, ressalta o professor.

Competição global convoca universitários paranaenses

crédito: Gustavo Queiroz/Milenium Formaturas

A Universidade Positivo (UP) sediou a ativação do Red Bull Basement, um projeto global que capacita universitários de todas as áreas de estudos a desenvolver novas ideias e implementar tecnologia e soluções, para que possam gerar impacto positivo na comunidade.
Entre os temas que permeiam o concurso estão Acessibilidade, Corpo e Mente, Carreira, Água Limpa, Ação Climática, Educação, Capacitação, Energia e Cidades Inteligentes. Os projetos serão analisados por uma comissão julgadora e os finalistas participarão da Final Global, em dezembro, e receberão prêmios em dinheiro para a viabilização do projeto. As incrições seguem até 24 de outubro pelo site https://basement.redbull.com.

A ativação do Red Bull Basement no Paraná foi marcada pela palestra com Rodrigo Grossi e Mario Coseglio, além de um game interativo, conduzido pela Red Bull. Com mais de 750 mil seguidores no TikTok, Grossi é um editor de vídeo com trabalhos realizados para Ford, Rock in Rio e Mastercard. Como criador de conteúdo, já atuou com empresas como Amazon Alexa, Bending Spoons, além da Red Bull. Atualmente é editor e animador gráfico na Rocketseat, plataforma com foco no ensino de programação. Já Coseglio é engenheiro mecânico, mestre em Engenharia de Materiais e doutor em Engenharia Metalúrgica e de Materiais pela Universidade de Birmingham, no Reino Unido. Coseglio é professor dos cursos de graduação em Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção na Universidade Positivo e lidera projetos de inovação aberta em colaboração com o setor produtivo. O evento reuniu cerca de 600 pessoas e teve transmissão on-line, que pode ser acessada: https://www.youtube.com/watch?v=bZxxcruOXeM

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Pandemia afeta hábitos alimentares

Crédito: Envato

As medidas de isolamento social adotadas por conta da pandemia da covid-19 afetaram os hábitos alimentares e diminuíram a prática de atividades físicas entre as crianças brasileiras. É o que aponta a pesquisa realizada pela Jasmine Alimentos, em parceria com a Central Press, junto a mais de 300 famílias brasileiras.

Segundo dados do levantamento, 55,7% dos pais e responsáveis por crianças de até 13 anos perceberam alterações significativas na rotina alimentar dos filhos. Embora 48,9% dos entrevistados tenham afirmado que a dieta dos pequenos manteve-se igual, 33,6% revelaram que houve adoção de alimentos menos saudáveis durante os últimos 18 meses.

Para compreender o impacto da covid-19 nos hábitos alimentares das crianças, a pesquisa analisou fatores como o consumo de alimentos industrializados e a frequência da ingestão de alimentos mais saudáveis. Também analisou a prática de exercícios físicos durante a pandemia e o aumento de peso. Os tópicos que mais chamaram atenção no levantamento foram:

Alimentos industrializados
A frequência do consumo de alimentos industrializados pelas crianças durante a pandemia foi um dos critérios analisados, sendo que 45% dos entrevistados afirmaram que as crianças consumiam produtos processados ou ultraprocessados pelo menos 1 vez por semana.

Outros 41,8% disseram que as crianças passaram a comer mais bolachas recheadas, salgadinhos industrializados e outros produtos dessa categoria pelo menos três vezes na semana durante a pandemia. E 12,3% afirmaram que os filhos ingerem alimentos processados ou ultraprocessados diariamente.

No entanto, os dados também revelam o esforço dos pais e responsáveis em manter a alimentação das crianças balanceada, mesmo em um contexto pandêmico. Para garantir que as refeições fossem mais saudáveis, incorporou-se o hábito de analisar o rótulo dos produtos antes da compra. Conforme a pesquisa, 75,5% dos entrevistados afirmaram que avaliam os rótulos dos produtos, mesmo os industrializados, para saber qual é o mais saudável.

Alimentos saudáveis
Foi avaliada também a periodicidade com que as crianças consomem alimentos industrializados saudáveis. Entre os entrevistados, 49,1% afirmaram que durante a pandemia os filhos se alimentavam com produtos industrializados pelo menos 3 vezes na semana, enquanto 35,2% reduziram a ingestão para uma vez por semana.

O consumo de vegetais, frutas, legumes e sucos pelas crianças foi mantido e até estimulado pelos pais e responsáveis. Segundo os dados coletados, 74,6% dos entrevistados ofereciam esses alimentos todos os dias da semana às crianças e 20,5%, pelo menos, três vezes na semana.

Exercícios físicos
Não foram apenas os hábitos alimentares das crianças que mudaram por conta do isolamento social. Com o fechamento das escolas por conta das restrições sanitárias, a prática de exercícios físicos também foi impactada.

Antes da pandemia, 47,3% das crianças praticavam exercícios físicos e brincadeiras em locais externos pelo menos três vezes na semana. E 42,7% se exercitavam diariamente. No entanto, durante o isolamento, esse número foi reduzido de maneira significativa. Apenas 10,8% das crianças mantiveram a prática de exercícios físicos diários e 34,6% se exercitavam pelo menos três vezes na semana, de acordo com o levantamento.

Peso
O aumento do consumo de alimentos industrializados e a redução da prática de atividades físicas são fatores que podem influenciar no aumento de peso das crianças. Contudo, 63,7% dos entrevistados não perceberam aumento em excesso no peso dos filhos durante a pandemia.

Por outro lado, 36,3% dos pais e responsáveis notaram que as crianças engordaram. Quando questionados sobre a proporção desse aumento de peso, 55,2% afirmaram que foi menor que 10% e 42,1% consideraram que foi superior a 10%.

Mudanças significativas
Com o avanço da vacinação em todo o país, 88,9% dos pais e responsáveis declararam o interesse em melhorar os hábitos alimentares das crianças. Porém, ainda têm dificuldades para encontrar alimentos saudáveis e práticos voltados ao público infantil.

Por esse motivo, a Jasmine Alimentos tem investido no desenvolvimento de produtos focados também nas crianças. É o caso da linha de produtos D.P.A – Detetives do Prédio Azul, desenvolvida em parceria com o canal Gloob, destinada ao público infantil. São mini cookies nos sabores de baunilha, chocolate e morango, além de mini crackers nos sabores original e pizza.

A analista de pesquisa e desenvolvimento da Jasmine Alimentos, Erika de Almeida Rodrigues, lembra que os produtos não têm ingredientes de origem animal. “Todos são compostos por um mix de cereais integrais – trigo, arroz, milho e aveia. Além disso, os cookies são fontes de cálcio e os crackers são enriquecidos com vitaminas A, C, D e E”, destaca a engenheira de alimentos.

Segundo ela, a indústria de alimentos saudáveis tem desenvolvido novas tecnologias para a fabricação de produtos que agradem ao paladar dos pequenos. “Cada vez mais percebemos a necessidade de termos itens com bom valor nutricional e, ao mesmo tempo, saborosos e atrativos para as crianças poderem se alimentar de uma forma mais adequada – preservando a saúde e o bem-estar”, complementa.