A data que
homenageia o Dia Internacional da Síndrome de Down já entrou para o calendário
oficial da Organização das Nações Unidas (ONU). O dia, que não apenas faz menção
aos portadores, mas celebra e incentiva a acessibilidade para pessoas com
deficiência intelectual, já conta com diversos tratamentos que avançam a cada
dia em busca da inclusão social e da independência dos
portadores.
Em tempo de tornar
os portadores da síndrome inclusos na vida profissional, pessoal e social, é
preciso que antes de tudo eles sejam independentes. Entre os diversos
tratamentos que avançam na busca pela liberdade dos portadores de viverem e
conviverem sozinhos, a reabilitação dos movimentos físicos é
fundamental.
O método Cuevas
Medek Exercise (CME) é um avanço da fisioterapia pediátrica e permite que essas
os portadores fiquem sentados, andem e se equilibrem com mais facilidade, as
tornando livres, cada vez mais cedo. A técnica surge como uma nova esperança
para esses casos. “O tratamento fisioterapêutico para crianças que possuem
atrasos no desenvolvimento motor é capaz de trazer importantes movimentos como
segurar o pescoço, rolar, sentar, arrastar, engatinhar, ficar em pé, andar e
correr”, explica Fernanda Davi, fisioterapeuta pediátrica especialista no
desenvolvimento do CME.
Em poucas sessões
as crianças já começam a dar sinais de que o tratamento surte efeito rápido.
“Primeiro eu gero o desequilíbrio para que elas mesmas consigam desenvolver o
equilíbrio do próprio corpo. Com apenas algumas caixas e pedaços de madeira, eu
monto um cenário no qual as crianças brincam ao mesmo tempo em que vão se
desenvolvendo, e elas se animam com cada passo alcançado”, completa Fernanda. Ao
se tornarem adultos eles podem adquirir independência em tudo que fazem, como se
trocar, escovar os dentes, tomar banho, comer, e enfim tem uma vida sozinhos,
sem depender de ninguém.
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