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| RCI - Fabiana Leite, Diretora América do Sul |
Além da capital, cidades como Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu seguem ampliando sua relevância dentro da estratégia nacional de investimentos em hospedagem. O movimento acompanha uma tendência identificada pelo estudo: 66% da nova oferta hoteleira prevista para o Brasil deverá ser implantada fora das capitais.
Paralelamente, o mercado de multipropriedade também demonstra sinais claros de amadurecimento. Segundo a décima edição do estudo Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil, produzido pela Caio Calfat Real Estate Consulting, o setor alcançou 224 empreendimentos em 99 cidades brasileiras, com VGV potencial superior a R$ 100 bilhões.
Caio Calfat, fundador da empresa que comemora 30 anos de atuação em 2026, destaca que, de modo geral, o estudo confirma um mercado consolidado, assim como o próprio relatório, que trará novidades em sua edição 2027. “Acompanhamos a evolução do setor a partir de diferentes perspectivas e impactos, entre os quais estão crises econômicas, políticas, pandemia, crescimento, retração e recuperação da indústria. Vamos iniciar uma nova década com um novo estudo, um modelo que observa e analisa todas essas frentes”, diz.
Para João Cazeiro, diretor de Desenvolvimento da Livá Hotéis & Resorts, “a indústria do turismo continua crescendo e, neste cenário, o fomento e o desenvolvimento de equipamentos turísticos na hospitalidade também, o que inclui a multipropriedade nas várias regiões do País, especialmente no Nordeste, Sul e Sudeste, onde teremos aberturas ainda este ano, além de prospecções avançadas em estados como Bahia, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo”, diz.
Já Maria Carolina Pinheiro, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Wyndham Hotels & Resrts para a América Latina, "a multipropriedade entra em uma nova etapa de desenvolvimento, em que gestão, governança e eficiência operacional passam a ser tão importantes quanto a localização ou a qualidade do empreendimento. Nesse contexto, uma marca internacional agrega diferenciais relevantes ao conectar o ativo a uma plataforma global de distribuição, tecnologia, inteligência comercial e padrões reconhecidos mundialmente. Isso amplia a competitividade dos projetos, fortalece a confiança dos consumidores e contribui para o desenvolvimento sustentável dos destinos turísticos onde esses empreendimentos estão inseridos."
Para Alejandro Moreno, vice-presidente de Turismo da ADIT Brasil, “o crescimento da propriedade compartilhada nos últimos anos foi extremamente relevante, mas o que vemos agora é uma mudança importante de ciclo. O setor entra em uma fase de maturidade, em que governança, gestão e eficiência passam a ser determinantes para a sustentabilidade dos projetos. Nesse contexto, a ADIT Brasil tem atuado de forma consistente para potencializar esse fortalecimento, conectando o mercado, promovendo boas práticas e funcionando como uma verdadeira bússola para o desenvolvimento do segmento no País.”
De acordo com Fabiana Leite, diretora de desenvolvimento de negócios da RCI para a América do Sul, "os números confirmam uma mudança importante no comportamento do viajante brasileiro. As pessoas continuam valorizando os destinos nacionais, mas querem viajar com mais frequência, explorar novos lugares e fazer isso de maneira planejada. Nesse cenário, o timeshare assume um papel cada vez mais estratégico, porque oferece previsibilidade, flexibilidade e acesso a uma rede global de experiências. Mais do que garantir hospedagem, ele amplia as possibilidades de viagem e acompanha uma nova forma de consumir turismo, muito mais conectada ao planejamento de longo prazo e à busca por qualidade de vida."

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