segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Da picanha ao sushi: o que o buffet da Churrascaria Los Pampas revela sobre os novos hábitos alimentares


A tradição das carnes servidas no espeto continua sendo um dos principais atrativos das churrascarias, mas a variedade de opções também ganhou espaço à mesa, acompanhando os diferentes perfis e preferências dos consumidores. Hoje, uma mesma mesa pode reunir quem não abre mão da carne, quem prefere saladas e queijos, quem aposta nos pratos quentes e até quem começa a refeição pela culinária japonesa.

A Churrascaria Los Pampas aposta em um rodízio que vai além das carnes e reúne diferentes possibilidades gastronômicas em um único espaço. O buffet inclui opções de frios, saladas, grãos, queijos, comida japonesa, massas, risotos, peixes, pratos quentes e acompanhamentos, além da variedade de carnes servidas no sistema de rodízio.

Para famílias e grupos, a diversidade de opções permite atender diferentes preferências em uma mesma mesa.

A carne continua sendo protagonista, mas divide a mesa com ingredientes e preparações pensados para surpreender cada paladar.

Serviço
Churrascaria Los Pampas
Avenida das Torres, 1231 – São José dos Pinhais
Horários de funcionamento
Almoço
Segunda a sexta: das 11h às 15h
Sábado: das 11h às 15h30
Domingo: das 11h às 16h
Jantar
Segunda a sábado: das 18h às 23h
Domingo à noite: fechado
Informações: (41) 3283-5915 | (41) 3283-2494
Instagram: @churrascarialos_lospampas
Crédito da foto: Pixabay

Condomínios não podem compartilhar fotos e vídeos de menores sem autorização

 

A busca pelo reforço da segurança nos condomínios impulsionou a instalação de circuitos fechados de televisão (CFTV) e a criação de grupos em aplicativos de mensagens. No entanto, o compartilhamento sem autorização de registros visuais de moradores — sobretudo de crianças e adolescentes — pode acarretar notificações e ações judiciais.

“A LGPD (Lei nº 13.709/2018) estabelece que toda informação relacionada à pessoa identificada ou identificável constitui dado pessoal, sendo a imagem um desses elementos. Assim, o material captado por sistemas de monitoramento não pode ser tratado de forma livre”, explica Bianca Ruggi, advogada e vice-presidente da Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Paraná (AACEP). A entidade reúne 32 empresas associadas, que representam mais de 2.700 condomínios paranaenses, abrigando cerca de 740 mil pessoas.

De acordo com a especialista, a captura de imagens em áreas comuns deve servir exclusivamente à proteção coletiva e patrimonial. Qualquer destinação diversa — como o envio em grupos de conversas, a exposição pública de moradores ou o uso pessoal — caracteriza desvio de finalidade e configura tratamento irregular de dados.

Legislação rigorosa e proteção integral
A vice-presidente da AACEP ressalta que o cenário se torna ainda mais crítico quando envolve menores de idade. “O artigo 14 da LGPD determina que o tratamento de dados de crianças e adolescentes exige consentimento específico de pelo menos um dos pais ou responsável legal. Paralelamente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) assegura, em seu artigo 17, a preservação da imagem, identidade e dignidade, vedando qualquer exposição indevida”.

O artigo 247 do ECA reforça esse rigor ao prever sanções para a divulgação não autorizada de registros que permitam a identificação do menor. No âmbito civil, o Código Civil (Lei nº 10.406/2002) protege os direitos da personalidade. Os artigos 12 e 20 garantem o direito de barrar a publicação não autorizada da imagem, especialmente diante de prejuízos à honra. Já os artigos 186 e 927 determinam a obrigação de indenizar em caso de ato ilícito, ainda que o dano seja estritamente moral.

Danos presumidos e responsabilidade civil
A jurisprudência brasileira consolida o entendimento de que a exposição indevida de imagens, em especial de crianças e adolescentes, gera o chamado dano moral presumido — dispensando a comprovação do prejuízo concreto para que haja responsabilização financeira.

Outro ponto crucial destacado pela advogada especialista em direito condominial diz respeito às obrigações do próprio ambiente coletivo. “A ausência de controle sobre o acesso às gravações - principalmente quando há liberação irrestrita aos condôminos - caracteriza violação à LGPD por falha na segurança. Essa fragilidade operacional favorece condutas inadequadas, como repasses não autorizados, exposição de terceiros e episódios de constrangimento ou assédio”, pondera Bianca.

O papel do síndico e medidas preventivas
Na condição de representante legal, o síndico tem o dever de guarda dos bens comuns e das informações coletadas pelo sistema de monitoramento.

Para a especialista, a adequação às normas vigentes não exige estruturas complexas, mas sim organização e gestão responsável das informações. “Não basta reconhecer os riscos. É indispensável adotar medidas práticas. A exposição indevida ultrapassa os limites da convivência comunitária e pode acarretar sanções civis, administrativas e até penais”.

Equilíbrio entre vigilância e privacidade
Para facilitar o entendimento, Bianca Ruggi esclarece o que os condomínios NÃO podem fazer (especialmente com menores):

* Divulgar fotos de eventos sem autorização formal e assinada pelos pais ou responsáveis legais.

* Compartilhar vídeos de câmeras de segurança em grupos de moradores (como WhatsApp e Telegram), expondo crianças e adolescentes.

* Armazenar dados de dependentes sem protocolos e controles de acesso rígidos.

* Utilizar imagens de crianças para qualquer finalidade que não seja a estrita identificação interna ou a segurança do local.

“Câmeras e grupos de mensagens são ferramentas úteis, mas tornam-se fatores de risco sem a gestão adequada. A lei é clara: dados de crianças exigem cuidado redobrado e os condomínios que não se adaptarem ficarão expostos a penalidades”, completa a vice-presidente da AACEP.

Hospital Veterinário incentiva adoção responsável e reforça canais oficiais

 

O Hospital Veterinário Municipal de Curitiba reforça seu compromisso com o bem-estar animal, destacando a importância da adoção responsável e do planejamento familiar antes de acolher um pet. A unidade lembra que é um centro de atendimento médico de emergência focado na saúde e na recuperação de cães e gatos, e que a garantia de uma vida digna aos animais começa no ato de adotar com consciência e responsabilidade.

Para quem deseja ampliar a família e acolher um novo amigo de forma segura, a Prefeitura de Curitiba, em parceria com a Rede de Proteção Animal, disponibiliza estruturas oficiais completas. Como grande diferencial e incentivo para a população, quem adotar um animal por meio das feiras oficiais da rede de proteção para animais do CRAR ou dos totens digitais garante atendimento vitalício no Hospital Veterinário de Curitiba.

Rafael Binder, Diretor Clínico do Hospital Veterinário Municipal de Curitiba, destaca a relevância dessa política pública para a saúde animal da capital. "A adoção responsável é um ato de amor que transforma a vida do animal e da família. O nosso objetivo é dar todo o suporte de saúde para que esses pets adotados nos canais oficiais tenham uma vida saudável. Saber que o animal terá acompanhamento médico vitalício no hospital traz tranquilidade ao tutor e fortalece a rede de proteção da nossa cidade," afirma Binder.

A cidade oferece alternativas práticas e acessíveis para incentivar a guarda responsável:

Feiras de adoção "Amigo Bicho": eventos itinerantes promovidos periodicamente pela prefeitura em parques e praças da capital, reunindo animais castrados, vacinados e microchipados prontos para ganhar uma nova família.

Totens interativos nos shoppings: Curitiba inovou na tecnologia social espalhando totens digitais de adoção em grandes shoppings da cidade. Pelos painéis, a população pode visualizar fotos, histórias e informações de pets disponíveis para adoção responsável com apenas alguns toques na tela.

As consultas de rotina e acompanhamentos no HVM Curitiba devem ser agendadas previamente e de forma online pelo sistema da Prefeitura de Curitiba ou pelo portal da Rede de Proteção Animal. O serviço é voltado a protetores independentes, ONGs e famílias de baixa renda cadastradas.

Para casos de acidentes e emergências médicas, o hospital atende de portas abertas 24 horas, orientando-se estritamente pela classificação de risco para priorizar os pacientes em estado mais grave.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Brasil Watch Show reunirá mais de 40 marcas

De uma paixão despertada pelos relógios do pai e do avô à criação do maior canal mundial de relojoaria em língua portuguesa. A trajetória de Leandro Amorim acompanha o próprio crescimento do interesse dos brasileiros por relógios, colecionismo, design, mecanismos, modelos vintage e marcas nacionais.

Criador do canal GMT-3 e um dos nomes mais respeitados do segmento no Brasil, Leandro tornou-se referência entre entusiastas, colecionadores, fabricantes e representantes da indústria relojoeira. Agora, ele está à frente de um movimento que pretende colocar definitivamente o país no circuito dos grandes encontros dedicados à relojoaria.

Nos dias 21 e 22 de agosto de 2026, São Paulo recebe a segunda edição do Brasil Watch Show, no WTC Events Center. Com mais de 40 marcas expressivas já confirmadas, o evento reunirá lançamentos, experiências, palestras, rodas de conversa, exposição e comercialização de relógios, além de conteúdos sobre história, engenharia, design, inovação, estilo e mercado.

Com capacidade para receber até 1.500 visitantes por dia, o encontro nasceu, já em sua primeira edição, como o maior evento brasileiro do segmento voltado ao consumidor final. Em 2026, amplia sua estrutura e participação para se consolidar como o maior evento de relojoaria da América do Sul.

De entusiasta a referência na relojoaria
O interesse de Leandro Amorim pela relojoaria surgiu muito antes da criação do canal GMT-3. A paixão nasceu dentro de casa, por influência do pai e do avô.

“Meu pai costumava me dar relógios em momentos especiais da minha vida. Meu avô também gostava muito e tinha um Mido cronógrafo antigo, que eu admirava enquanto ele me explicava como funcionava. Foi assim que essa paixão começou e cresceu”, recorda.

Ao procurar informações sobre modelos, mecanismos, marcas e características das peças, Leandro percebeu que havia pouco conteúdo especializado disponível em português. Dessa lacuna surgiu, há cerca de dez anos, o GMT-3, inicialmente como um hobby e, posteriormente, como negócio e referência para os interessados no setor.

“O canal levou quase quatro anos para chegar aos primeiros mil inscritos, porque naquela época havia pouco interesse e quase nenhuma informação disponível no Brasil. Aos poucos, a comunidade cresceu e o GMT-3 se tornou nossa vida profissional”, conta.

Hoje, Leandro é uma das principais fontes brasileiras para assuntos relacionados à relojoaria. Além de apresentar modelos e lançamentos, ele aborda temas como movimentos, história das marcas, conservação, custo-benefício, tendências e os critérios que devem ser considerados na escolha de um relógio.

Para ele, relógios não são apenas acessórios ou objetos de consumo. São peças capazes de registrar conquistas, atravessar gerações e preservar memórias familiares.

“O maior patrimônio construído ao longo desses anos foi a credibilidade. Sempre procuro mostrar tanto os pontos positivos quanto eventuais limitações de cada relógio, para que a pessoa saiba exatamente o que está adquirindo. Essa confiança é inegociável, por que além de prestar informações que sejam fiéis, busco deixar claro que se cheguei até onde cheguei foi pela Graça de Deus e isso precisa se refletir nessa confiança”, afirma.

Uma feira para aproximar o público da relojoaria
O Brasil Watch Show foi criado a partir da percepção de que a comunidade brasileira interessada em relógios havia crescido significativamente, mas ainda permanecia concentrada, sobretudo, no ambiente digital.

“À medida que o canal foi crescendo, percebemos que existia um público muito grande, mas ainda essencialmente digital. Havia muitas pessoas falando sobre relógios no YouTube e no Instagram, porém faltava um espaço em que elas pudessem se encontrar, ver os relógios de perto, ouvir suas histórias, experimentar as peças e viver essa experiência de maneira sensorial”, explica Amorim.

A primeira edição foi realizada em agosto de 2025, em São Paulo, ainda com o nome GMT-3 Watch Fair. Inspirado em eventos internacionais, o encontro reuniu marcas, criadores de conteúdo, profissionais do setor, colecionadores e consumidores finais em um formato até então pouco explorado no país.

“No Brasil já existiam eventos de marcas e distribuidores voltados aos lojistas, mas faltava uma experiência pensada para o consumidor final. Queríamos criar um espaço em que qualquer pessoa pudesse chegar perto dos relógios, colocar uma peça no pulso, conversar com quem entende do assunto e descobrir esse universo sem constrangimento”, afirma.

Depois da repercussão da estreia, o projeto ganhou identidade própria e passou a se chamar Brasil Watch Show. A mudança acompanha a intenção de transformar a feira em uma plataforma independente e abrangente, aberta à participação de diferentes marcas, influenciadores, especialistas e representantes do mercado nacional e internacional.

Experiência para colecionadores e apaixonados
Uma das principais características do Brasil Watch Show é a possibilidade de receber tanto colecionadores experientes quanto visitantes que nunca tiveram contato próximo com a alta relojoaria.

Na primeira edição, algumas pessoas encontraram no evento a primeira oportunidade de experimentar relógios de marcas consagradas. A experiência reforçou a proposta de tornar esse universo mais próximo e acessível.

“Existem pessoas que precisam ver, tocar e experimentar antes de escolher. Às vezes, o relógio parece grande na fotografia, mas fica perfeito no pulso. Em outras situações, a pessoa descobre um estilo ou uma marca que nem sequer conhecia. O evento permite essa aproximação”, explica Leandro.

Durante o encontro, os visitantes poderão conhecer modelos de diferentes estilos e faixas de preço, conversar diretamente com representantes das marcas, experimentar peças, acompanhar novidades e compreender melhor aspectos técnicos, históricos e estéticos da relojoaria.

Embora a comercialização faça parte da feira, a experiência não ficará restrita às vendas. O público encontrará conteúdos sobre história, design, produção, estilo, inovação e mercado, além de lançamentos e ativações promovidas pelos expositores. Também estão previstos sorteios realizados pelas marcas participantes.

Presença feminina na relojoaria
Entre as novidades da edição de 2026 está o Espaço Mulher, criado depois que a organização identificou uma presença feminina maior do que a esperada na estreia.

Anne Amorim, uma das organizadoras do Brasil Watch Show, conta que o público do canal GMT-3 era aproximadamente 96% masculino. Por isso, na primeira edição, a expectativa era receber poucas mulheres. A realidade encontrada durante o evento mostrou a necessidade de desenvolver uma experiência mais acolhedora e representativa.

“Vi muitas mulheres acompanhando seus maridos e familiares, mas sem uma programação pensada para elas. Comecei a conversar individualmente e perguntar o que gostariam de encontrar em uma próxima edição. A partir dessas respostas, criamos o Espaço Mulher”, explica Anne.

O ambiente contará com rodas de conversa, palestras e conteúdos relacionados a relógios, estilo, design e presença feminina no setor. Entre as convidadas anunciadas está uma designer que virá da Suíça para abordar a história das mulheres na relojoaria. Também estão previstos conteúdos com consultoria de estilo e orientações para quem deseja escolher, usar ou presentear com relógios.

“É um projeto que começa aos poucos, porque o mercado ainda é predominantemente masculino. Queremos ajudar as mulheres a perceber que também existe um universo relojoeiro para elas. Muitas vezes, a pessoa acredita que não gosta de relógios porque ainda não encontrou o modelo, o tamanho ou o estilo com o qual realmente se identifica”, observa Anne.

O espaço também pretende acolher mulheres que preferem relógios tradicionalmente classificados como masculinos, comportamento cada vez mais presente na relojoaria contemporânea.

“Não se trata apenas de criar uma área para a mulher que acompanha alguém apaixonado por relógios. Queremos que ela também possa descobrir suas preferências, aprender e viver o evento como protagonista”, destaca.

A programação completa, com os horários das palestras, rodas de conversa, experiências e demais atividades, será divulgada nos canais oficiais do Brasil Watch Show. Os ingressos são limitados e podem ser adquiridos para sexta-feira, sábado ou para os dois dias de evento.

Serviço:
Brasil Watch Show 2026
Datas e horários:
21 de agosto de 2026, sexta-feira, das 13h às 21h
22 de agosto de 2026, sábado, das 9h às 17h
Local: WTC Events Center
Avenida das Nações Unidas, 12.551 – Brooklin Novo
São Paulo – SP
Ingressos: Disponíveis para sexta-feira, sábado ou para os dois dias, conforme a disponibilidade de cada lote.
Valores: Variam conforme a modalidade, o lote vigente e as condições de meia-entrada. Os valores atualizados são apresentados diretamente na plataforma de vendas.
Informações e inscrições: brasilwatchshow.com
Venda de ingressos: sympla.com.br/evento/brasil-watch-show-2026/3302008
Capacidade: Até 1.500 visitantes por dia.
Programação: Exposição e comercialização de relógios, lançamentos, experiências com marcas, palestras, rodas de conversa, conteúdos sobre história, design, engenharia, estilo e inovação, sorteios e Espaço Mulher. A grade completa será divulgada pelos organizadores.
Instagram: @brasilwatchshow
Foto: Ramede Felix

Brasil Watch Show reunirá mais de 40 marcas


De uma paixão despertada pelos relógios do pai e do avô à criação do maior canal mundial de relojoaria em língua portuguesa. A trajetória de Leandro Amorim acompanha o próprio crescimento do interesse dos brasileiros por relógios, colecionismo, design, mecanismos, modelos vintage e marcas nacionais.

Criador do canal GMT-3 e um dos nomes mais respeitados do segmento no Brasil, Leandro tornou-se referência entre entusiastas, colecionadores, fabricantes e representantes da indústria relojoeira. Agora, ele está à frente de um movimento que pretende colocar definitivamente o país no circuito dos grandes encontros dedicados à relojoaria.

Nos dias 21 e 22 de agosto de 2026, São Paulo recebe a segunda edição do Brasil Watch Show, no WTC Events Center. Com mais de 40 marcas expressivas já confirmadas, o evento reunirá lançamentos, experiências, palestras, rodas de conversa, exposição e comercialização de relógios, além de conteúdos sobre história, engenharia, design, inovação, estilo e mercado.

Com capacidade para receber até 1.500 visitantes por dia, o encontro nasceu, já em sua primeira edição, como o maior evento brasileiro do segmento voltado ao consumidor final. Em 2026, amplia sua estrutura e participação para se consolidar como o maior evento de relojoaria da América do Sul.

De entusiasta a referência na relojoaria
O interesse de Leandro Amorim pela relojoaria surgiu muito antes da criação do canal GMT-3. A paixão nasceu dentro de casa, por influência do pai e do avô.

“Meu pai costumava me dar relógios em momentos especiais da minha vida. Meu avô também gostava muito e tinha um Mido cronógrafo antigo, que eu admirava enquanto ele me explicava como funcionava. Foi assim que essa paixão começou e cresceu”, recorda.

Ao procurar informações sobre modelos, mecanismos, marcas e características das peças, Leandro percebeu que havia pouco conteúdo especializado disponível em português. Dessa lacuna surgiu, há cerca de dez anos, o GMT-3, inicialmente como um hobby e, posteriormente, como negócio e referência para os interessados no setor.

“O canal levou quase quatro anos para chegar aos primeiros mil inscritos, porque naquela época havia pouco interesse e quase nenhuma informação disponível no Brasil. Aos poucos, a comunidade cresceu e o GMT-3 se tornou nossa vida profissional”, conta.

Hoje, Leandro é uma das principais fontes brasileiras para assuntos relacionados à relojoaria. Além de apresentar modelos e lançamentos, ele aborda temas como movimentos, história das marcas, conservação, custo-benefício, tendências e os critérios que devem ser considerados na escolha de um relógio.

Para ele, relógios não são apenas acessórios ou objetos de consumo. São peças capazes de registrar conquistas, atravessar gerações e preservar memórias familiares.

“O maior patrimônio construído ao longo desses anos foi a credibilidade. Sempre procuro mostrar tanto os pontos positivos quanto eventuais limitações de cada relógio, para que a pessoa saiba exatamente o que está adquirindo. Essa confiança é inegociável, por que além de prestar informações que sejam fiéis, busco deixar claro que se cheguei até onde cheguei foi pela Graça de Deus e isso precisa se refletir nessa confiança”, afirma.

Uma feira para aproximar o público da relojoaria
O Brasil Watch Show foi criado a partir da percepção de que a comunidade brasileira interessada em relógios havia crescido significativamente, mas ainda permanecia concentrada, sobretudo, no ambiente digital.

“À medida que o canal foi crescendo, percebemos que existia um público muito grande, mas ainda essencialmente digital. Havia muitas pessoas falando sobre relógios no YouTube e no Instagram, porém faltava um espaço em que elas pudessem se encontrar, ver os relógios de perto, ouvir suas histórias, experimentar as peças e viver essa experiência de maneira sensorial”, explica Amorim.

A primeira edição foi realizada em agosto de 2025, em São Paulo, ainda com o nome GMT-3 Watch Fair. Inspirado em eventos internacionais, o encontro reuniu marcas, criadores de conteúdo, profissionais do setor, colecionadores e consumidores finais em um formato até então pouco explorado no país.

“No Brasil já existiam eventos de marcas e distribuidores voltados aos lojistas, mas faltava uma experiência pensada para o consumidor final. Queríamos criar um espaço em que qualquer pessoa pudesse chegar perto dos relógios, colocar uma peça no pulso, conversar com quem entende do assunto e descobrir esse universo sem constrangimento”, afirma.

Depois da repercussão da estreia, o projeto ganhou identidade própria e passou a se chamar Brasil Watch Show. A mudança acompanha a intenção de transformar a feira em uma plataforma independente e abrangente, aberta à participação de diferentes marcas, influenciadores, especialistas e representantes do mercado nacional e internacional.

Experiência para colecionadores e apaixonados
Uma das principais características do Brasil Watch Show é a possibilidade de receber tanto colecionadores experientes quanto visitantes que nunca tiveram contato próximo com a alta relojoaria.

Na primeira edição, algumas pessoas encontraram no evento a primeira oportunidade de experimentar relógios de marcas consagradas. A experiência reforçou a proposta de tornar esse universo mais próximo e acessível.

“Existem pessoas que precisam ver, tocar e experimentar antes de escolher. Às vezes, o relógio parece grande na fotografia, mas fica perfeito no pulso. Em outras situações, a pessoa descobre um estilo ou uma marca que nem sequer conhecia. O evento permite essa aproximação”, explica Leandro.

Durante o encontro, os visitantes poderão conhecer modelos de diferentes estilos e faixas de preço, conversar diretamente com representantes das marcas, experimentar peças, acompanhar novidades e compreender melhor aspectos técnicos, históricos e estéticos da relojoaria.

Embora a comercialização faça parte da feira, a experiência não ficará restrita às vendas. O público encontrará conteúdos sobre história, design, produção, estilo, inovação e mercado, além de lançamentos e ativações promovidas pelos expositores. Também estão previstos sorteios realizados pelas marcas participantes.

Presença feminina na relojoaria
Entre as novidades da edição de 2026 está o Espaço Mulher, criado depois que a organização identificou uma presença feminina maior do que a esperada na estreia.

Anne Amorim, uma das organizadoras do Brasil Watch Show, conta que o público do canal GMT-3 era aproximadamente 96% masculino. Por isso, na primeira edição, a expectativa era receber poucas mulheres. A realidade encontrada durante o evento mostrou a necessidade de desenvolver uma experiência mais acolhedora e representativa.

“Vi muitas mulheres acompanhando seus maridos e familiares, mas sem uma programação pensada para elas. Comecei a conversar individualmente e perguntar o que gostariam de encontrar em uma próxima edição. A partir dessas respostas, criamos o Espaço Mulher”, explica Anne.

O ambiente contará com rodas de conversa, palestras e conteúdos relacionados a relógios, estilo, design e presença feminina no setor. Entre as convidadas anunciadas está uma designer que virá da Suíça para abordar a história das mulheres na relojoaria. Também estão previstos conteúdos com consultoria de estilo e orientações para quem deseja escolher, usar ou presentear com relógios.

“É um projeto que começa aos poucos, porque o mercado ainda é predominantemente masculino. Queremos ajudar as mulheres a perceber que também existe um universo relojoeiro para elas. Muitas vezes, a pessoa acredita que não gosta de relógios porque ainda não encontrou o modelo, o tamanho ou o estilo com o qual realmente se identifica”, observa Anne.

O espaço também pretende acolher mulheres que preferem relógios tradicionalmente classificados como masculinos, comportamento cada vez mais presente na relojoaria contemporânea.

“Não se trata apenas de criar uma área para a mulher que acompanha alguém apaixonado por relógios. Queremos que ela também possa descobrir suas preferências, aprender e viver o evento como protagonista”, destaca.

A programação completa, com os horários das palestras, rodas de conversa, experiências e demais atividades, será divulgada nos canais oficiais do Brasil Watch Show. Os ingressos são limitados e podem ser adquiridos para sexta-feira, sábado ou para os dois dias de evento.

Serviço:
Brasil Watch Show 2026
Datas e horários:
21 de agosto de 2026, sexta-feira, das 13h às 21h
22 de agosto de 2026, sábado, das 9h às 17h
Local: WTC Events Center
Avenida das Nações Unidas, 12.551 – Brooklin Novo
São Paulo – SP
Ingressos: Disponíveis para sexta-feira, sábado ou para os dois dias, conforme a disponibilidade de cada lote.
Valores: Variam conforme a modalidade, o lote vigente e as condições de meia-entrada. Os valores atualizados são apresentados diretamente na plataforma de vendas.
Informações e inscrições: brasilwatchshow.com
Venda de ingressos: sympla.com.br/evento/brasil-watch-show-2026/3302008
Capacidade: Até 1.500 visitantes por dia.
Programação: Exposição e comercialização de relógios, lançamentos, experiências com marcas, palestras, rodas de conversa, conteúdos sobre história, design, engenharia, estilo e inovação, sorteios e Espaço Mulher. A grade completa será divulgada pelos organizadores.
Instagram: @brasilwatchshow
Foto: Ramede Felix