quarta-feira, 22 de julho de 2015

ESPETÁCULO MOSTRA GUERRAS PELO OLHAR DAS CRIANÇAS NA CAIXA CULTURAL CURITIBA

AS ESTRELAS CADENTES Carolina Tilkian Paula Arruda
Pedro Guilherme e Carlos Baldim
 Foto de Victor Merseguel

Espetáculo As estrelas cadentes do meu céu são feitas de bombas do inimigo será apresentado de 30 de julho a 02 de agosto


A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, de 30 de julho a 02 de agosto, o espetáculo As estrelas cadentes do meu céu são feitas de bombas do inimigo. A montagem é baseada em trechos de 12 relatos escritos por crianças e jovens durante diversos conflitos de guerra realizados ao longo da História, como Diário de Anne Frank e Diários de Guerra - Vozes Roubadas, de Zlata Filipovic e Melanie Challenger.

Sem obedecer a uma narrativa linear e cronológica, o texto retrata passagens ocorridas desde a Primeira Guerra Mundial até a mais recente invasão do Iraque, passando pelo Vietnã, pela Intifada palestina e por vários momentos da Segunda Guerra Mundial. Esta última, por exemplo, é o cenário do caso da jovem russa que ingressou no front, em 1940, atrás de um grande amor.

"Essa foi a melhor forma que encontramos para contar as histórias. Mais do que uma cópia fiel dos fatos históricos, nos interessou a leitura artística que poderíamos fazer sobre esses fatos", explica o ator Pedro Guilherme, da Cia. Provisório-Definitivo. O ator, que também é dramaturgo, fará uma palestra logo após a apresentação do dia 30 de julho.

Com direção de Nelson Baskerville, o grupo encara o espetáculo como uma peça-documentário, fazendo recortes teatrais dos relatos das crianças e jovens – com direito a licenças poéticas, nas quais o rigor histórico cede lugar à liberdade de criação. Além dos textos inspirados nos diários, outros foram escritos pelos próprios atores e pelo diretor.

O Brasil não ficou de fora. O diretor e o grupo decidiram inserir também um personagem da guerra do tráfico na periferia paulistana. A história do jovem Washington, retratada no documentário Jardim Ângela, de Evaldo Mocarzel, aparece no roteiro da peça.

Ao dar identidade a anônimos em meio a grandes
conflitos dos séculos 20 e 21, a peça exibe um panorama documental das questões envolvidas em tempos de hostilidade. A montagem tem linguagem épica e, para reforçar o quadro cênico, conta com iluminação não convencional, bonecos cenográficos confeccionados especialmente para o espetáculo e projeções em vídeos exibindo cenas de filmes, reportagens de guerra, imagens abstratas e cenas com os atores.

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