Vivemos na era da imagem e padrões ideais de beleza que nos são apresentados nas ruas, cinemas e televisão. Os padrões que não escolhemos, mas que tomamos como nossos e que nos fazem viver a procura do que não somos, mas do que queremos que todos vejam. Somos felizes se nos julgam competentes e amáveis, mas principalmente se nos julgarem compoetentes e nos amarem.
Perdemos o contato com o amar-se a si mesmo. Assim é impossível amarmos o outro. As polaridades se expressam onde estão os extremos. Somos belos exteriormente, porém sem contato com nosso sentimentos, espiritualidade e a própria personalidade.
As descobertas do externo escondem o interno. Proibindo o conhecimento de nossas emoções e nos permitindo lugar a emoções alheias. Sendo assim, nos queixamos das inúmeras exigências do meio social e econômico, mas de olhos vedados para nossas auto-exigências. e são essas que nos matam aos poucos, e nos fazem perder o que temos de mais precioso: nossa autoestima.
A autoestima quer dizer que nos aceitamos pelo que somos e acreditamos que podemos ser mais. Mais belos, mais cultos, mais leves, calmos e alegres. A vida convida a viver e não nos obriga a sofrer. Para elevarmos a nossa autoestima precisamos nos encontrar com nós mesmos, se olharmos nos olhos da alma, com nossos erros, sem martírio, sem aflição. Ficaremos mais próximos dos outros, de Deus, da felicidade e de nós mesmos...
Ana Maria Binatti psicóloga.
*Publicada na AutoEstima Dezembro de 2000 nº 01.
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